"Havana Night Club" comemora asilo político nos EUA

Os artistas cubanos que constituem o elenco do espetáculo "Havana Night Club" comemoram nesta sexta-feira com uma apresentação em Las Vegas o asilo político concedido pelo governo dos Estados Unidos. Os 49 cantores, dançarinos e músicos do grupo, que agora é conhecido como "Havana Night Show", pediram asilo político em novembro de 2004 e nesta quinta-feira receberam a notícia de que o governo o concedeu. "Estamos tão felizes", disse Nicole Durr, produtora e diretora do grupo, ao jornal Las Vegas Review Journal, horas antes do show que farão em um escritório do Seguro Social na cidade. "Estão na Lua. Estes papéis mudarão suas vidas", afirmou Durr. Os artistas disseram que o governo de Cuba tentou proibir a trupe de atuar nos EUA negando-lhes as permissões de saída como grupo e exigindo que fizessem o trâmite para viagens individuais. Também afirmaram que as autoridades cubanas disseram a eles que se saíssem do país não voltariam, que sua carreira artística estava encerrada, e que seriam perseguidos como dissidentes. "Quando recebemos as cartas (que confirmam o asilo) ficamos em êxtase", disse José David Alvarez, 25 anos, apresentador do show. "Houve gritos de alegria, nos abraçamos. Também houve muitas lágrimas. Trabalhamos tão duro para isto". "Ao longo de todo este trâmite houve coisas boas e ruins que nos aconteceram", acrescentou Álvarez. "Tivemos que continuar sendo artistas, mas sentimos falta de nossas famílias, e houve sobressaltos, as dificuldades de viver em uma cultura nova, com uma língua nova". Durr disse que o estatuto de asilados políticos permite que os membros do conjunto iniciem os trâmites para trazer seus familiares para os EUA. "Essa é nossa próxima meta", acrescentou. "Estes papéis dizem que o grupo pode ficar e que têm a possibilidade de se reunir com suas famílias". A aventura do grupo começou no ano passado, quando solicitou permissão do governo cubano para atuar em Las Vegas para sua primeira apresentação nos EUA. O grupo já tinha permissão para atuar no exterior e tinha levado sua arte a 16 países. Durr disse que as autoridades cubanas não apoiaram o projeto, e a detiveram e depois a expulsaram do país.

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