LEO SOUZA
LEO SOUZA

Guilherme Arantes na Variant: 'O piano brasileiro morreu'

Artista diz 2019 foi um ano crítico; que ele não representa nada em um mundo que passou a viver por representação e que a música popular brasileira parou de produzir grandes pianistas

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 20h44

Guilherme Arantes, o segundo passageiro da série 'Na Variant', falou sobre sua carreira enquanto passeou com o jornalista Julio Maria pelas ruas do Ibirapuera. Seu balanço pessoal sobre 2019 não é otimista. "Foi um ano crítico, de crise. Eu estive em rebeldia, com ódio do piano", ele fala, e explica mais na gravação. "O mundo está vivendo por representação, e eu não represento nada." Em tom de desabafo, diz que desmontou seu estúdio na Bahia que manteve por anos, o Coaxo do Sapo. "Se eu for cruel comigo, como um crítico, eu diria que esse Guilherme Arantes não fez nada." Sobre seu instrumento, o piano, diz: "Morreu o piano brasileiro. Nós temos uma escola que vinha de Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, uma linhagem de Tom Jobim, Johnny Alf, Taiguara, Ivan Lins, Wagner Tiso... E hoje? Ninguém mais toca piano."

Chamado por muitos de o "Elton John brasileiro", Guilherme se diz um fã do pianista inglês, mas diz que não acredita que Bernie Taupin, o parceiros de Elton em todas as letras, seja mesmo o melhor tradutor da alma do pianista. "Sempre foi (uma parceria) muito profissional. Sinto ele muito solitário." Ao final, Guilherme cantou, de Elton, um trecho de Rocket Man.  

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.