Guarda dos filhos de Michael Jackson será definida na segunda

Juiz também deve dar veredicto sobre quem será o responsável por tomar conta da herança do rei do pop

Efe,

02 de agosto de 2009 | 11h02

Mais um capítulo sobre a guarda dos filhos e a herança de Michael Jackson deve ser definido nesta segunda-feira, 3. O juiz Mitchell Beckloff deve autorizar o acordo alcançado durante a semana entre a mãe de Michael e a ex-mulher do cantor Debbie Rowe sobre a guarda das crianças. A audiência vai acontecer em Los Angeles e deve selar o acordo, que deficiniu que Prince Michael, de 12 anos, e Paris Michael, de 11 anos, ficarão sob os cuidados de Katherine Jackson. O desejo de que as crianças ficassem com a avó foi expressado pelo cantor em seu último testamento.

 

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Katherine Jackson será, assim, a responsável legal destas duas crianças, filhos biológicos de Rowe, assim como de Prince Michael II, de 7 anos, cuja mãe não foi identificada. Rowe deve manter os direitos de visita sobre os dois filhos, mas não receberá indenização e se comprometeu a não voltar a solicitar a custódia.

 

Beckloff tinha adiado várias vezes a audiência oral sobre a tutela legal dos três filhos de Michael, fixada inicialmente para 13 de julho, a fim de dar tempo à família do artista e a Rowe para que chegassem a um acordo extrajudicial.

 

Herança

 

O juiz, no entanto, terá que se pronunciar sobre um assunto mais delicado, a administração permanente dos ativos legados por Michael a seus herdeiros, dividido em 40% para a mãe, 40% para seus três filhos e o resto destinado a organizações beneficentes.

 

Em seu testamento de 2002, o mais recente dos conhecidos, Michael nomeou três gerentes de seus bens, a fim de que fizessem seu patrimônio crescer após sua morte. Um deles renunciou pouco depois a

essa responsabilidade, que ficou exclusivamente nas mãos do advogado John Branca e do executivo John McClain.

 

Em virtude do expressado pelo "rei do pop", o juiz concedeu a Branca e a McClain o controle provisório dos bens de Michael em 6 de julho, e fixou 3 de agosto como data para rever esta decisão e designar os administradores definitivos.

 

Desde então, os advogados de Katherine Jackson começaram a trabalhar para solicitar que a mãe do cantor fosse incluída como co-gestora da herança, e acusaram Branca e a McClain de esconder o estado das operações iniciadas pelo artista, especialmente o contrato de 50 shows previstos em Londres.

 

Os executivos afirmaram que estão defendendo os interesses do "rei do pop" e se recusaram a informar a Katherine sobre o acordo de Michael com a empresa AEG, promotora dos shows, sem a assinatura de

um compromisso de confidencialidade para evita vazamentos, algo a que a mãe do cantor se negou.

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