WILTON JUNIOR | ESTADÃO CONTEÚDO
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Grandes nomes do samba carioca se encontram em São Paulo

Roda será dividida em dois dias para conseguir acomodar o tanto de gente

Fernando Paulino Neto, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2015 | 19h36

O pessoal do samba carioca está sempre querendo saber onde vai ser “aquela roda”. E a distância de casa não chega a ser um problema para o sambista. Mas dessa vez, houve um certo exagero. A roda com o maior número de bambas no fim de semana acontece a mais de 400 quilômetros de distância das quadras da Mangueira, Portela, Império Serrano, Cacique de Ramos ou do Clube Renascença. Na Vila Madalena, São Paulo.

Para comemorar seus 12 anos de existência, o Bar Samba vai reunir no sábado e no domingo a fina flor dos sambistas cariocas, que se juntarão aos paulistas para gravar um CD ao vivo. E, modéstia à parte, consideram que vão fazer “o melhor samba do mundo”, brinca um dos proprietários da casa, Cícero Castilho.

A roda será dividida em dois dias para conseguir acomodar o tanto de gente que vai fazer a ponte aérea no fim de semana. O compositor Moacyr Luz diz que não será “aquela coisa quadrada de gravação de CD. Na empolgação, o pessoal vai cantar muito mais”, diz. Ele se tornou “padrinho” da casa ao se apresentar na inauguração. E resume o programa: “Só vão os cascudos”. Ele se refere à presença de Monarco da Portela, Tantinho da Mangueira, Zé Luis do Império Serrano, Almir Guineto, egresso do Cacique de Ramos, entre outros craques. Eles serão coadjuvados pelo compositor Toninho Geraes, um dos favoritos de Zeca Pagodinho, Luiz Grande, Nelson Rufino, Marquinho Diniz, filho de Monarco, e o paulista Tim Maia, animador do Samba de São Mateus.

Zé Luis do Império elogia a turma paulista. “Tem uma turma de São Paulo que faz um samba bom, da antiga. Conheço o pessoal do Samba da Laje e a turma de São Mateus”, diz ele.

Tantinho da Mangueira, além de grande compositor e partideiro, é um garimpador de sambas antigos. Ele pretende mostrar em São Paulo o verdadeiro partido alto, modalidade caracterizada pelo improviso. Marquinho China é quem vai enfrentá-lo. O mangueirense desafia: “Se tiver algum partideiro paulista, pode chegar que a gente encara”.

PRESTE ATENÇÃO

Moacyr Luz. Compositor sofisticado, criador do Samba do Trabalhador no Clube Renascença.

Monarco. Líder da Velha Guarda da Portela, conviveu com Paulo da Portela, fundador e o 'professor' da escola.

Tantinho da Mangueira. Partideiro, baluarte da escola, é uma das vozes mais imponentes do samba carioca

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