Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

A banda Gojira e a síndrome de Peter Pan no Rock in Rio

Banda abriu os trabalhos no palco mundo, mas não cativou 

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2015 | 20h12

Em determinado momento, Joe Duplantier, vocalista do Gojira, anuncia a próxima música a ser executada pela banda no show de abertura do Palco Mundo, neste sábado, 19. "Agora vamos tomar uma canção sobre ser criança por dentro, no coração, na alma", disse o músico francês. E veio L'Enfant Sauvage, faixa que dá nome ao mais recente disco do grupo, lançado em 2012.

A canção tem tudo aquilo que o Gojira parece ser capaz de fazer - e que mostrou nessa estreia no Rio de Janeiro. Aquela bateria ensandecida, guitarras e baixo que parecem apostar corrida uns com os outros, nas notas mais graves, e um vocal gutural que pouco se entende. 

Os versos da música, indecifráveis no show, mas que por sorte podem ser encontrados com facilidade numa busca rápida pela web, tratam do sentimento de inadequação à vida adulta, ao "viver sob os preceitos dos outros, da sociedade". Mas afinal isso não é amadurecer? A vida adulta não é fácil para ninguém, para mim, para você, mas é preciso encarar os fatos de que envelhecer é uma daquelas coisas universais. Não dá para fugir disso, rapazes.

Num dia dedicado ao heavy metal, a banda francesa não foi capaz de cativar o suficiente um público já aberto às guitarras pesadas e aceleradas. Uma multidão preferiu esperar pelo Korn, que tocou na sequência no Palco Sunset. E, se me perguntarem, concordo com eles. 

Mais conteúdo sobre:
Rock in Riomúsica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.