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Glamour e senso fashion no retorno do Morcheeba

Em entrevista, a cantora Skye Edwards diz quenão queria voltar aogrupo britânico, mas o marido a convenceu

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2014 | 02h07

Uma das vozes mais influentes dos anos 1990, a cantora britânica Skye Edwards volta a encabeçar a banda Morcheeba (da qual ficou longe por 7 anos) no dia 12 de novembro no Citibank Hall, em São Paulo. Skye e o Morcheeba reataram de vez e apresentam seu disco mais recente, Head Up High, com participações de rappers como Nature Boy Jim Kelly, Chali2 e Anita Tijoux, e que mostra a banda em grande forma, recuperando sua atmosfera do passado, nos anos glamourosos do trip hop.

Aos 42 anos, mãe de dois filhos, Shirley Klaris Yonavieve Edwards, a Skye, topou há quatro anos voltar à banda da qual tinha sido demitida em 2003. Chegou a participar do disco que estava em processo naquele ano e agora está totalmente incorporada. Ela falou ao Estado por telefone ontem.

Você já sabia que há um bar num hotel de São Paulo (Hotel Unique) com seu nome porque o dono é seu fã?

Sim, eu tinha ouvido falar. Da última vez que viemos a São Paulo, nós contatamos o agente brasileiro para que nos arrumasse hospedagem nesse hotel. Eu experimentei a piscina que fica ao ar livre no último andar e nadei um pouco, achei o espaço bastante solar. Fiquei muito feliz com a homenagem. Grande elogio.

O show aqui em São Paulo será meio acústico e meio elétrico?

Sim, será uma mistura dos dois. Tem algumas canções que eu canto acompanhada do novo baterista, que toca o cajón, e certas músicas são feitas de um jeito mais orgânico. Mas haverá todos os grandes sucessos do jeito que foram ouvidos nos discos e as músicas do disco novo conforme gravamos. O novo baterista achou que o cajón incrementava um pouco o som, e nós fizemos ensaios com o cajón e os violões para ver o que aconteceria. Gostamos do resultado.

Você também já está gravando um disco solo novo, não?

Sim, é o meu quarto disco solo. Estou na metade dele nesse momento. Compus as canções com meu marido (Steve Gordon), que é baixista e também excursiona com a gente. Acho que está mais melodioso, mais dance, assim também como mais ambient. É um trabalho inspirado pelos meus compositores favoritos de música ambiente, eu estou trabalhando rápido nele e deve ficar pronto até o final do ano para ser lançado no início do ano que vem.

Por que você voltou ao Morcheeba?

Meu marido me convenceu. Ele é um fã do legado da banda e sustentou que seria um outro momento, mais livre e criativo. Eu achava que nunca mais conseguiria olhar para Paul e Ross (Godfrey, irmãos e os líderes da banda), tinha a impressão de que ainda me odiavam e eu mesmo não tinha convicção de voltar. Mas fiquei maravilhada com as novas composições de Paul e estou feliz que tenha decidido voltar, porque tem sido um bom retorno. Queremos que a banda siga adiante, que tenha compromisso com o futuro.

Uma vez, conversando com Daddy G, do grupo Massive Attack, ele disse que achava que o Morcheeba copiava a banda dele. O que você acha?

Bom, Massive Attack é mais dark, mais sombrio. Eu ouvia muito Massive Attack quando a gente começou, eles estavam sempre nos festivais de Londres. Tinham uma bela sonoridade, mas a gente sempre foi completamente diferente, mais emocional. Pouca coisa pode ser comparada ao Massive Attack. Acho que isso que o Daddy G diz provavelmente vem de algum tipo de insegurança, do tempo em que ele se sentiu ameaçado pelo nosso crescimento.

Você é formada em Moda pelo London College of Fashion. Acha que essa formação influencia no jeito como se apresenta no palco?

Bom, as roupas que eu uso no palco geralmente são desenhadas por mim mesma. Nesse sentido, é uma parte diferente de mim que está no palco quando atuo, mas de forma muito harmônica. Nos últimos anos, eu passei a curtir mais esse lado de desenhar roupas, era menos presente no início. Eu fui muito influenciada por Alexander McQueen e Eli Saab.

Enquanto você esteve fora do Morcheeba, cantoras como Daisy Marten e Jody Sternberg estiveram em seu lugar como substitutas. Você as ouviu?

Sim, estive em alguns shows, ouvi uns discos. Mas tentei esquecer o grupo, não ficar demasiado ligada em seu destino e mais no meu próprio. Outro dia ainda vi um vídeo com uma das cantoras que ficou no meu lugar, e confesso que não foi divertido.

MORCHEEBA

Citibank Hall. Avenida das Nações Unidas, 17.955. Santo Amaro.

Tel. 4003-5588. Dia 12/11, às 21h30. R$90 a R$400.

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