Gilberto Gil apresenta seu novo show, 'Ok Ok Ok', no Rio

Gilberto Gil apresenta seu novo show, 'Ok Ok Ok', no Rio

Em apresentação no Vivo Rio, neste sábado, 15, músico reúne no repertório o universo de seu novo álbum em diálogo com clássicos de sua carreira; ele volta a SP no dia 22, no Tom Brasil

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2019 | 10h00

Em turnê desde o ano passado com seu mais recente disco, o afetivo Ok Ok Ok, Gilberto Gil faz show neste sábado, 15, às 21h, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro - e no dia 22, volta a São Paulo, no Tom Brasil. 

No repertório da apresentação, a proposta do cantor e compositor é levar à plateia o universo do novo trabalho, em diálogo com os clássicos de sua carreira.

Gil abre o show com uma nova safra de composições, como Ok Ok Ok, Quatro Pedacinhos e Sereno. Também do álbum Ok Ok Ok, Uma Coisa Bonitinha vem na sequência, mas é fruto de uma antiga parceria de Gil com João Donato.

“Já tínhamos começado há muito tempo. O (produtor e pesquisador) Marcelo Fróes, que é um garimpador de coisas, achou uma fita de 20, 30 anos atrás, em que esboçávamos a composição de uma música, mas não terminamos. Ele me deu essa fita, e eu lembrei: 'Fazia muito tempo que a gente não tinha uma colaboração'. Então, resolvi terminar a canção. Fiz mais duas ou três estrofes para canção e chamei ele para a gente gravar”, contou Gil, em entrevista ao Estado na época do lançamento do disco, no ano passado.

No set list, Uma Coisa Bonitinha liga-se a Lugar Comum, uma outra parceria de Gil e Donato, que entrou no disco Lugar Comum, de João Donato, em 1975. Das canções que faziam parte do LP, 12 delas foram assinadas pelos dois.

Depois, Gil encadeia homenagens em Lia e Deia e Yamandu, também composições novas: a primeira é dedicada à atriz Maria Ribeiro e à jornalista Andréia Sadi, e a segunda, ao virtuoso violonista Yamandu Costa. Entre as duas músicas, está o clássico Pai e Mãe.

O músico também passeia por outras novas canções, como Jacintho, Sol de Maria e Na Real, e revisitou outras músicas de sua obra, como a emocionante Se Eu Quiser Falar Com Deus e Marginália II, tirada do emblemático álbum de 1968.

Ainda há os momentos em que Gil assume o papel de intérprete apenas, como em Pro Dia Nascer Feliz, de Cazuza, e Maracatu Atômico, composição de Nelson Jacobina e Jorge Mautner dos anos 1970 – que, duas décadas depois, ganhou ressignificação na versão de Chico Science & Nação Zumbi.

De volta ao disco Ok Ok Ok, parte de seu repertório foi feito por Gil durante o processo de tratamento e recuperação de insuficiência renal. Foi também um período em que ele se viu cercado da família e dos amigos. “Sem dúvida, (é o trabalho) mais explicitamente afetivo, porque tive de trazer a afetividade para as denominações familiares, filhos, netos, bisneta”, avaliou.

Foi um disco realizado num momento específico na vida dele, de tratamento e recuperação. “Acho que ele é muito influenciado por isso, são pelo menos 4 ou 5 canções que tratam do assunto, das relações com a medicina, com as doenças, com as dificuldades do envelhecimento.”

Vivo Rio. Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro. Ingressos: R$ 140 a R$ 260.

 

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