Gil canta entre o acústico e o eletrônico em São Paulo

O show que Gilberto Gil volta a apresentar hoje e amanhã no Tom Brasil Nações Unidas, baseado em seu mais recente trabalho, Eletracústico, registrado em DVD e CD ao vivo, reúne canções que equilibram a percussão acústica e a eletrônica. É um belo show de Gil, que canta em quatro idiomas composições próprias - Refavela, Andar com Fé, Guerra Santa, Soy Loco por Ti América, Barracos -, de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (Asa Branca), Jorge Mautner e Nelson Jacobina (Maracatu Atômico), Bob Marley (Three Little Birds e No Woman no Cry na versão do próprio Gil), John Lennon (Imagine), Chico Buarque (A Rita). É samba, reggae, baião, tango, rock, latinidade e africanidade num só movimento vigoroso. "Não há canções novas porque não tenho feito nenhuma", diz Gil, que planeja gravar um disco de samba mas não sabe quando. No palco, além do próprio violão ele terá a companhia de Sérgio Chiavazzoli (cordas), Marcos Suzano (percussão), Gustavo di Dalva (percussão) e Cícero Assis (teclado e acordeom). Eletracústico saiu num momento em que a música eletrônica vive o maior impasse pelo esgotamento das fórmulas e recorrendo a fusões mais harmônicas e melódicas. Entre dois pólos, revigorando suas canções antigas com batidas próximas do drum´n´bass, mas, contraditoriamente sem baixo e bateria, Gil comenta: "Esse impasse é natural. Assim como Chico Buarque falou, Bob Dylan também tratou disso em seu último livro, que esse tipo de música é coisa do passado, que hoje é a vez do hip-hop e da eletrônica. Agora isso anda assim. O presente se nutrindo do passado e vice-versa, e os dois fazendo coisas para o futuro." Gilberto Gil - Tom Brasil Nações Unidas (2.400 lug.). R. Bragança Paulista, 1.281, Santo Amaro, 2163-2000. Hoje e amanhã, 22h. R$ 40 a R$ 80

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