Gaúchos do Bidê testam seu hit no País

Pode ser a Anna Júlia de 2001. Com alguns retoques, vira a Blitz do terceiro milênio. Chega às lojas esta semana o CD de estréia da banda gaúcha Bidê ou Balde, pelo selo Antídoto da Abril Music. O nome do álbum já valeria uma audição: Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor. E uma audição é suficiente para se ficar com várias das melodias da banda na cabeça.A comparação com a Blitz é assumida pelos próprios integrantes do Bidê. A principal característica da banda é o bom humor das letras e citações, bem ao estilo do que Evandro Mesquita e cia. fizeram nos primórdios do pop/rock brasileiro. Os backing vocals de Vivi remetem diretamente a Fernanda Abreu. O Bidê surgiu em uma faculdade de cinema. O vocalista e letrista Carlinhos Carneiro foi convidado para fazer a trilha sonora de uma pornochanchada e chamou o guitarrista Rossato, em 1998. A trilha acabou não saindo, mas os dois resolveram seguir com a banda e foram recrutando os outros cinco integrantes. No ano seguinte, a banda se lançou no mercado.Mas, em vez de fazer um CD-demo cheio, investiu em uma boa produção para apenas uma faixa: Melissa. A música começou a tocar nas quatro rádios de pop/rock do Rio Grande do Sul e virou hit no Estado. Agora, será a música de trabalho no lançamento nacional do CD, com direito a clipe dirigido por Maurício Eça, o mesmo do premiado Diário de um Detento, dos Racionais MCs.

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