Silvana Garzaro/ ESTADÃO
Silvana Garzaro/ ESTADÃO

Galeria Olido vai sediar espaço sobre a cultura dos DJs de São Paulo

Tour virtual sobre a exposição '60 Anos de Discotecagem em São Paulo' vai marcar, nesta quarta (28), a abertura da Galeria Sonia Abreu, nome em homenagem à primeira DJ mulher do País

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2021 | 12h00

Uma mostra chamada 60 anos de Discotecagem em SP vai dar início, a partir desta quarta (28), à programação de um espaço novo na cidade, o primeiro voltado à cultura dos DJs. Criado por iniciativa do secretário municipal de cultura, Alê Youssef, a Galeria do DJ Sonia Abreu será aberta na Galeria Olido, no centro da cidade, que conta com a coordenação da jornalista Claudia Assef. A abertura será marcada por um tour virtual pelo espaço com discotecagem do notório DJ Marky.

A galeria e a exposição contaram com a colaboração de mais de 100 DJs de renome sobretudo na cena paulistana, com ênfase nos itens de Sonia Abreu. Sonia ficou conhecida como “a primeira DJ do Brasil” e morreu aos 67 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa, em 2019. Muitas de suas peças haviam sido doadas a Claudia Assef ainda em vida, já que ela acreditava que seriam bem usadas um dia. O tour online da abertura vai contar com mais de mil itens, entre objetos de Sonia e outros equipamentos usados por vários disc jóqueis e produtores, como KL Jay, DJ Marky, DJ Nuts, Vintage Culture, VJ Spetto, Erika Palomino (atual diretora do Centro Cultural São Paulo), L_cio, Tessuto, Gop Tun, Mamba Negra, Tony Hits, Gui Boratto, Davis, Dmitri, Iraí Campos, Julião, Fabio Mergulhão e Claudia Guimarães.

A ideia de hospedar a Galeria do DJ na Galeria Olido foi de fortalecer o espaço como um catalisador de seu próprio ambiente, ou seja, um centro representante da cultura urbana que circula à sua volta. Em um texto distribuído por sua assessoria de imprensa, o secretário Alê Youssef diz o seguinte: “A Galeria fortifica o movimento que temos feito desde 2019 no sentido de conectar a Olido com as vanguardas urbanas. A cena da música eletrônica representa também uma vertente dos novos modernistas, a potência criativa da cidade”. No mesmo texto, Claudia fala de Sonia Abreu e sua ligação com o projeto. “A Sonia foi a primeira a realizar muitas coisas: uma das primeiras mulheres a trabalhar como sonoplasta no rádio, a primeira DJ mulher a atuar numa discoteca, nos anos 70, a primeira a sair com uma rádio ambulante pelas ruas de São Paulo”. 

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