Funarte lança editais e retoma Projeto Pixinguinha

A Sala Guiomar Novaes, antológico palco musical da cidade nos anos 70 e 80, andou abandonada por muito tempo e voltou timidamente em 2005. Agora, em fase de reforma total, o espaço deve ser reinaugurado em agosto com apoio de um projeto intensivo da Funarte (Fundação Nacional da Arte), que administra a sala, para recuperar o público perdido. O edital para ocupação do teatro deve ser aberto em maio. Outras duas salas da Funarte, a Sidney Miller (no Rio) e Cássia Eller (em Brasília), estão com inscrições abertas até os dias 6 e 10 de fevereiro, respectivamente (as fichas estão disponíveis no site www.funarte.gov.br). Além disso, a partir de março, o bem-sucedido Projeto Pixinguinha (com patrocínio da Petrobrás) retoma a estrada com 12 caravanas que vão percorrer diversas regiões do País até maio, quatro a cada mês. ?Como estamos em ano eleitoral não se pode fazer parceria entre Estado e União a partir do segundo semestre?, explica Ana de Holanda, cantora e diretora do Centro de Música da Funarte. Por isso o Pixinguinha dá um tempo de novo. Tanto o Pixinguinha como os outros projetos que vão ocupar as salas da Funarte em 2006 se inserem num plano mais abrangente que é o de ?formação de platéia?. ?Queremos atingir um público potencial que não conhece o trabalho de muitos artistas bons porque tem o acesso dificultado: por falta de conhecimento, ou porque não toca no rádio, ou os shows custam caro?, diz Ana. Nos últimos anos São Paulo vem ganhando bons teatros para música, mesmo assim Ana acredita que faltem espaços menores com estrutura teatral para artistas novos. ?Queremos chamar a atenção para a música mesmo. As pessoas estão muito acostumadas a ver shows em bares, a música é pano de fundo?, aponta. Além disso, sabe-se que há um número grande de artistas que não arrastam multidões, mas tem um trabalho significativo. ?Os editais da Funarte são abertos para todo mundo. Garantimos o acesso dos artistas, que vão ser julgados apenas pela qualidade de seu trabalho?, ressalta a diretora. Serão selecionados para este ano 50 artistas ou grupos para as salas de Brasília e Rio e 33 para a de São Paulo. Um dos projetos de formação de platéia é o concerto didático voltado para estudantes. Outro investimento na área erudita é o de circulação de concertos de música de câmara nos moldes do Pixinguinha. ?Fizemos uma experiência em 2004 e deu muito certo, envolvendo produtores que bons contatos no setor, o que ajudou bastante?, lembra Ana. ?A idéia fomentar também um pouco o acesso à música clássica, deselitizar.?

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