Fórum debate condição de orquestras

Maestros, músicos e administradores de orquestras de diferentes regiões do País estarão reunidos, a partir desta segunda-feira, no Hotel Nacional em Brasília, para o 1º Fórum das Orquestras Brasileiras, promovido pela Secretaria da Música e Artes Cênicas do Ministério da Cultura.Durante três dias, eles vão participar de palestras e debates que têm como intenção identificar as diretrizes básicas para um possível plano de ação governamental no que diz respeito à situação dos grupos orquestrais brasileiros. O fórum tem como base uma pesquisa encomendada à Academia Brasileira de Música (ABM), dirigida por Edino Krieger, a respeito dos principais problemas enfrentados por grupos de todo o País.Seu resultado apontou - apesar da diversidade cultural do País e das diferentes situações políticas de Estados e municípios - problemas em comum, como o difícil acesso a partituras, a falta de programas de formação e qualificação de músicos e a inexistência de locais adequados de trabalho.O maior problema, no entanto, é a falta de subsídios dos governos municipais, estaduais e federal. Como a própria encarregada do levantamento, a pesquisadora Valéria Peixoto, afirmou em entrevista ao Estado, o material entregue ao ministério precisa ser entendido dentro de um contexto específico."Nosso mapeamento não teve a intenção de esgotar a questão, mesmo porque seria necessário um tempo e uma equipe maiores para tanto. Procuramos mostrar, de maneira geral, quais têm sido as principais dificuldades enfrentadas pelas orquestras", diz.Nesta segunda-feira é o ministro Francisco Weffort que, ao lado do secretário nacional da Música e Artes Cênicas, Joatan Vilela Berbel, abre o fórum.Em seguida, o musicólogo Régis Duprat, Edino Kriger e o maestro John Neschling - diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - debatem a respeito das trajetórias de orquestras no Brasil.Em seguida, Valéria Peixoto apresenta os resultados do mapeamento das orquestras brasileiras.Roberto Ferreira da Costa e Roberto Duarte analisam a questão da formação de profissionais de orquestras, sendo seguidos por Maurício Alves Loureiro e Flávio Barbeitas, que comentam o currículo do profissional de orquestra no Brasil. Na terça-feira, a questão é a administração de orquestras. Tem ficado claro, em especial depois do exemplo da Osesp, que a presença de um profissional que se encarregue das questões burocráticas e administrativas de uma orquestra facilita seu trabalho artístico.Para discutir a questão, Carlos Eduardo Prazeres comenta a sua experiência com a Orquestra Petrobrás Pró-Música, e Cláudia Toni fala do processo de reestruturação da Osesp, de que é diretora-administrativa.Em seguida, representantes de grupos de Estados como Paraíba, Ceará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Amazonas falam de suas experiências. Na quarta-feira, a gestão das orquestras continua em pauta. Ana Luiza Marinho discute a comunicação e o marketing dos grupos.Roberto Tibiriçá fala da relação com o público e Artur da Távola, secretário municipal de Cultura do Rio e apresentador de um programa na TV Senado sobre música erudita, comenta a respeito das preferências das audiências nacionais.O encerramento do fórum será marcado por uma discussão acerca da criação musical brasileira, da qual participam os compositores Ernani Aguiar e Ronaldo Miranda.

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