Foo Fighters
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Foo Fighters e Queens of the Stone Age, em turnê pelo Brasil, opõem o bem e o mal no rock

Dave Grohl é considerado o ‘cara mais legal do rock’, Josh Homme se envolveu recentemente em polêmicas

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2018 | 06h00

De um lado, um dos caras mais legais do rock, do outro, um bad boy que, recentemente, entrou em rota de colisão com seu público por apresentações desleixadas, xingamentos ao microfone e um chute desferido no rosto de uma fotógrafa à beira do palco. Se Dave Grohl representa o bom-mocismo de sorrisão largo, Josh Homme é o vilão, com suas respostas irônicas, por vezes arredias. 

E é esse yin-yang das guitarras roqueiras formado pelas bandas Foo Fighters e Queens of the Stone Age que começa uma turnê pelo País neste domingo, 25, pelo Estádio do Maracanã, no Rio. O giro marcado pelo encontro dos grupos seguirá para São Paulo (no Allianz Parque, dias 27 e 28 de fevereiro), Curitiba (Pedreira Paulo Leminski, dia 2 de março) e Porto Alegre (Beira-Rio, dia 4). Em todas as noites, o Queens of the Stone Age sobe ao palco antes do Foo Fighters. 

Há que se lembrar da última passagem da banda de Dave Grohl por aqui, também com quatro shows, em 2015. O grupo ainda saboreava a aclamação do disco Wasting Light, de 2011, eleito o melhor álbum de rock pelo Grammy e trazia um projeto ousado chamado Sonic Highways, para o qual percorreram estúdios icônicos para o desenvolvimento do rock nos Estados Unidos para gravar uma música em cada um deles, lançado em 2014.

Mais gigante do que nunca até então, o Foo Fighters foi estouro, com shows marcados, principalmente, pela capacidade de Grohl em dominar plateias, com piadinhas e tantos berros ao microfone que, ao final de cada show, sua voz era um fiapo – e tudo bem. 

Desta vez, Grohl e companhia têm, debaixo do braço, o disco Concrete and Gold, lançado após um hiato, bem-aceito, mas com críticas moderadas. 

O Queens of the Stone Age vinha em ascensão das boas. De som mais pesado, com as guitarras vagarosas, como se derretessem sob o sol do deserto californiano, a banda atingiu seu melhor momento criativo com o impecável ...Like Clockwork, de 2013 que tem mais alternância rítmica e menos peso – o que incomodou alguns.

Villains, o mais recente dos rapazes, é mais polêmico e, veja só, dançante. As atitudes de Homme, seu vocalista e guitarrista, contudo, colocam a banda em cheque – e há quem queira um boicote. 

A banda brasileira Ego Kill Talent, uma espécie de dream team do rock nacional, será o responsável pelos shows de abertura de toda a turnê. Com peso flutuante, entre o grunge e o stoner, eles tocaram no Rock in Rio do ano passado e estão na escalação do Lollapalooza 2018. 

Queens of the Stone Age

If I Had a Tail

Head Like a Haunted House

Monsters in the Parasol

My God Is the Sun

Feet Don't Fail Me

The Way You Used to Do

You Can't Quit Me Baby

No One Knows

The Evil Has Landed

I Sat by the Ocean

Hangin' Tree

Domesticated Animals

Make It Wit Chu

Smooth Sailing

I Appear Missing

Villains of Circumstance

Little Sister

Go With the Flow

Regular John

A Song for the Dead

 

Foo Fighters

Run

All My Life

Learn to Fly

The Pretender

The Sky Is a Neighborhood

Rope

Sunday Rain

My Hero

These Days

Walk

Let It Die

Breakout

Under My Wheels

Another One Bites the Dust / Rio / Blitzkrieg Bop

Under Pressure

Monkey Wrench

Detroit Rock City 

Big Me

Best of You

Times Like These

This Is a Call

Wheels

Everlong

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