Matt Sayles/Invision/AP
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Filho de Trump e a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, reagem ao Grammy

Hillary Clinton e outros nomes de destaque leram trechos do livro 'Fogo e Fúria'

AFP

29 Janeiro 2018 | 10h58

O tom fortemente político durante a entrega dos prêmios Grammy no domingo em Nova York despertou a indignação de um dos filhos do presidente Donald Trump e de sua embaixadora na ONU, Nikki Haley.

O anfitrião da cerimônia, James Corden, apresentou um vídeo em que várias celebridades e Hillary Clinton liam trechos do livro Fire and Fury (Fogo e Fúria, em tradução livre), uma crítica jornalística ao primeiro ano de sua presidência.

O livro, publicado no início de janeiro pelo jornalista Michael Wolff, apresenta Trump como mal informado, intelectualmente limitado e instável.

"Ler um trecho de um livro de #fakenews no Grammy parece ser um grande prêmio de consolação por perder a presidência", escreveu Donald Trump Jr no Twitter, aludindo à derrota de Clinton nas eleições presidenciais de 2016.

De acordo com o filho do presidente, "quanto mais Hillary aparece na televisão, mais o povo americano percebe o quanto é bom ter @realDonaldTrump" na Casa Branca.

Por sua vez, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, não mencionou Hillary, mas considerou que as celebridades estavam equivocadas.

"Sempre gostei do Grammy, mas ver artistas lerem o livro Fire and Fury os destruiu. Não arruínem a música com lixo. Alguns de nós amam música sem misturá-la com política."

Na semana passada, a diplomata negou os rumores gerados após uma entrevista de Michael Wolff, segundo quem ela teria tido um caso com o presidente.

No final do vídeo, Hillary Clinton cita uma passagem do livro segundo a qual o presidente gosta de comer no McDonald's: "O Grammy está na bolsa", disse.

 

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