Lucas Jackson / Reuters
Lucas Jackson / Reuters

Filho de Sting, Joe Sumner abre o show do pai de forma intimista

Depois de se aproximar do indie rock com a banda Fiction Plane, artista busca inspiração no folk e na paternidade

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

06 Maio 2017 | 04h00

Talvez a foto acima não entregue a semelhança com o pai, mas não se engane. O sujeito é ninguém menos do que Joe Sumner, filho de Gordon Matthew Thomas Sumner, conhecido globalmente por Sting, com a primeira mulher, Frances Tomelty. E, tal qual o pai, Joe também toca baixo. 

O Sumner filho será o primeiro a subir no palco do Allianz Parque neste sábado, às 20h. Sting faz apresentação única no País em São Paulo, cidade que não recebia uma visita sua desde 2009. Sozinho, em voz e violão, aquecerá o público antes da entrada da banda The Last Bandoleros. Depois de mais uma porção de canções, às 21h, Sting subirá ao palco. Filho e banda formam o grupo que acompanha o ex-Police no show do seu disco mais recente e roqueiro, 57th & 9th, lançado no fim do ano passado. Nos shows mais recentes, Joe é chamado para a frente e tem a chance de cantar Ashes to Ashes, cover de David Bowie. 

Sting já afirmou, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, que não deixaria sua fortuna estimada em US$ 300 milhões para nenhum dos seis filhos – “Não vai sobrar muito”, disse ele, na ocasião, em 2014. Isso não quer dizer que ele não ajude as crias. Joe, depois de quatro discos lançados com a banda Fiction Plane e com uma boa coleção de canções, como Out of My Face, Push Me Around e a energética Cigarette, decidiu seguir carreira solo. “Eu diria que estamos em um hiato para ver como nos sentimos com isso”, explica ele. 

O pai, ao colocá-lo para interpretar canções acústicas no palco, ajuda a impulsionar a carreira do filho de 40 anos, mas que só se assumiu músico aos 27. “Eu sempre soube que música estaria no meu futuro”, ele diz. Ser filho de quem é, contudo, não é fácil. “Também sabia, contudo, que qualquer falha, qualquer queda, seria ainda maior. Eu posso levar 5 minutos para escrever uma música, mas passo dias voltando a ela, em dúvida. Falhar não é o fim do mundo, mas quando se é um artista, isso é devastador.” 

om o violão, ele troca a energia da banda anterior pela serenidade. Das poucas músicas já gravadas, Jellybean e You You You, são canções criadas para os filhos dele. “Às vezes, a gente se esconde no barulho”, ele diz. “Tenho me interessado em ser mais bem ouvido. Que saibam o que estou cantando”, ele completa: “Isso também é assustador”.

STING

Allianz Parque. Av. Francisco Matarazzo, 1.705. Sábado, 21h (abertura dos portões às 17h; Joe Sumner, às 20h). R$ 300/ R$ 850. 

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