Filho de John Lennon diz que odiar seu pai foi perda de tempo

Segundo revista italiana, Julian, também cantor, 'converteu em energia positiva' o ódio que sentia pelo ex-Beatle

Efe

17 de junho de 2009 | 15h37

O cantor Julian Lennon, filho de John Lennon com sua primeira esposa, Cynthia Powell, disse ter chegado à conclusão de que "a raiva e o ódio são uma grande perda de tempo" e que, se seu pai estivesse vivo, o abraçaria.

 

Em declarações publicadas nesta quarta, 17, pelo jornal italiano "La Stampa", Julian, que inaugura hoje em Liverpool uma exposição de objetos pertencentes a seu pai chamada "White Feather Exhibition", explica que "converteu em energia positiva" o ódio que antes sentia em relação a seu pai por ter sido abandonado por ele. "Se meu pai entrasse agora por aquela porta, nos abraçaríamos e choraríamos juntos", declara Julian na entrevista.

 

Durante anos, o filho mais velho de John Lennon atacou a imagem de seu pai. Em 2000, no 20º aniversário da morte do ex-Beatle, Julian afirmou que ele "podia falar de paz e amor ao mundo, mas nunca os mostrou para as pessoas mais próximas".

 

Julian também agradece a Paul McCartney por ter escrito a música "Hey Jude", dedicada a ele em seu quinto aniversário, por causa do divórcio de seus pais, e diz que só soube que era o protagonista da letra da canção com 15 anos de idade, quando sua mãe lhe contou isso.

 

"A música me fez entender que eu não era o único que estava fora do lugar. Meu pai perdeu sua mãe duas vezes, aos 5 anos, quando ela o deixou, e aos 17, quando ela morreu em um acidente de trânsito", conta Julian.

 

John Lennon foi casado com Cynthia Powell entre 1962 a 1968. Julian é o único filho do casal e nasceu em 1963. O divórcio ocorreu em 1968, quando o ex-Beatle conheceu a artista japonesa Yoko Ono, com quem se casou um ano depois e teve outro filho, Sean, também cantor.

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