Filho de Brando será testemunha no caso Jackson

Miko Brando, filho do falecido ator Marlon Brando, deverá ser interrogado no julgamento do cantor Michael Jackson, marcado para 31 de janeiro. O promotor Ron Zonen revelou em audiência preliminar, na sexta-feira, ter encontrado arquivos mostrando que Brando, que foi segurança de Jackson, recebeu US$ 20 mil do cantor. "Esta pessoa deve tornar-se uma testemunha no julgamento", disse Zonen, que considera o fato suspeito.O advogado de defesa Robert Sanger respondeu que "não há nada de incomum em Michael Jackson dar US$ 20 mil para que ele cuidasse de seus assuntos pessoais". Sanger disse que a maior parte dos materiais confiscados estão relacionados a fatos anteriores à acusação de Jackson por abuso sexual de menor e acrescentou que os oficiais abusaram de sua autoridade nas buscas ao coletar as evidências. O juiz no caso Jackson adiou a decisão sobre uma questão complexa envolvendo mandados de busca, mas reiterou que iniciará o julgamento do cantor sobre abuso sexual de menor em 31 de janeiro. O juiz da Corte Superior do Condado de Santa Bárbara, Rodney Melville, disse sexta-feira que marcaria um cronograma exaustivo de audiências para tratar de questões que podem ser resolvidas antes do julgamento. Ele também acabou com qualquer rumor de possíveis adiamentos. Ainda na sexta, os advogados das duas partes passaram horas discutindo sobre pastas de arquivos retiradas por autoridades locais da casa de um assistente pessoal de Jackson para decidir quais deles seriam considerados confidenciais. A casa de Los Angeles de Evelyn Tavasci foi revistada em 15 de setembro. O advogado de Jackson, Thomas Mesereau Jr., alegou que o direito de confidência entre advogado e cliente foi violado porque as autoridades retiraram itens relacionados ao processo do cantor, inclusive pastas com etiquetas mostrando o nome de Mesereau. Outros itens levados foram arquivos de telefones, e-mails e documentos mostrando que a equipe de defesa de Jackson pode ter armado manifestações do lado de fora da corte onde aconteceram algumas audiências. Melville mostrou-se preocupado com o fato de a acusação ter acesso a arquivos sobre manifestações. "Vocês não foram designados apenas para procurar provas relacionadas aos crimes?", perguntou. O promotor Ron Zonen disse considerar a informação útil para a acusação. Jackson não compareceu à audiência. Ele declarou-se inocente das acusações de abuso de menor, conspiração e fornecimento de substâncias tóxicas, como álcool, a um garoto.

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