Filarmônica de NY vai tocar na Coréia do Norte

No compasso da diplomacia, aFilarmônica de Nova York anunciou na segunda-feira a intençãode se apresentar na Coréia do Norte, o que seria a primeiravisita de uma grande instituição cultural dos EUA ao reclusopaís comunista. O convite do regime norte-coreano coincide com o início doprocesso de desmantelamento do arsenal nuclear do país e de umainda tímido degelo nas relações com Washington. A orquestra disse que detalhes da viagem serão anunciadosna terça-feira por Christopher Hill, negociador-chefe dos EUApara a Coréia do Norte, por Pak Gil Yon, embaixadornorte-coreano na ONU, e por Paul Guenther, presidente daorquestra. "Isso sinalizaria que a Coréia do Norte está começando asair da sua concha, o que todos entendem que é um processo delongo prazo", disse Hill à edição de segunda-feira do jornalThe New York Times. "Isso representa uma mudança em como eles nos vêem, e é otipo de mudança que pode ser útil conforme avançamos nasnegociações das armas nucleares", disse ele. O Departamento de Estado dos EUA, empresas sul-coreanas e aKorea Society vão colaborar na tarefa de levar 250 pessoas evolumosos instrumentos para a Coréia do Norte, segundo o Times. O concerto está marcado para 26 de fevereiro, ao final deuma turnê da Filarmônica pela China, segundo o jornal. Osmúsicos devem passar duas noites em Pyongyang, para dar umaoficina e participar de um jantar de gala. A sinfônica mais antiga dos EUA disse em agosto que estavaanalisando um convite oficial do governo norte-coreano. A Coréia do Norte aceitou neste ano desmantelar seuprograma de armas nucleares em troca de benefícios econômicos ediplomáticos. Na semana passada, Hill entregou uma carta dopresidente dos EUA, George W. Bush, ao líder norte- coreano,Kim Jong-il -- o primeiro contato direto já mantido entreambos. (Reportagem de Michelle Nichols e John O'Callaghan)

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