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Festival traz novos nomes da música baiana a São Paulo

Orquestra Rumpilezz e Baiana System são algumas das atrações de sexta e sábado no Auditório Ibirapuera

Paula Carvalho - estadão.com.br,

21 de setembro de 2012 | 09h00

O Festival Bahia Som de Salvador trará ao palco do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, alguns dos artistas da nova geração baiana nesta sexta-feira, 21, e sábado, 22. No primeiro dia, Manuela Rodrigues e a Orquestra Rumpilezz, regida pelo maestro Letieres Leite, recebem convidados. No sábado, é a vez da banda Baiana System e do percussionista Peu Meurray.

Para Russo Passapusso, vocalista da Baiana System, embora não seja uma música nova - ela vem sendo produzida há algum tempo -, o relacionamento entre os artistas baianos vem se fortalecendo, tanto no rock’n’roll, na cultura soundsystem, no reggae, no rap e no samba. "E todos são apadrinhados e comandados por Letieres e pela Orquestra Rumpilezz", comenta. A Orquestra tocou em São Paulo há menos de um mês, acompanhando o saxofonista Joshua Redman, e mostrará a sua versatilidade nesta sexta: terá como convidados o grupo de rap Opanijé e Lazzo Matumbi, figura conhecida em Salvador por canções como Do Jeito Que o Seu Nego Gosta e Me Abraça e Me Beija.

No sábado, o show traz outras vertentes também importantes da cidade: a Baiana System convidará Lucas Santtana e Márcia Castro. Representante do experimentalismo baseado na cultura soundsystem, muito presente na capital baiana, a banda de Russo e do guitarrista Robertinho Barreto tem viajado pelo mundo misturando sons de guitarra baiana a elementos de ragga, dancehall e hip hop. Peu Meurray apresentará o disco Pneumaticamente Falando, com sonoridades de instrumentos que ele mesmo construiu. Como agregados, escolheu a cantora Mariella Santiago e o Mc DaGanja.

Como apontou Russo em entrevista ao Estadão.com.br, a música baiana sempre teve uma relação forte com a saudade e o êxodo - alguns dos principais artistas de lá foram para o Rio, como Caetano e João Gilberto, ou São Paulo, como Tom Zé. O axé, um dos poucos ritmos que conseguiu se manter com um forte mercado local, sofreu um forte estigma nacional por conta da indústria que o cooptou. Para Russo, a diferença da sua geração, principalmente da cultura soundsystem, liderada em Salvador pelo coletivo MinistereoPublico, é que eles souberam abraçar influências da música jamaicana, britânica, do hip hop, e voltar para a Bahia e para o estilo de lá.

 

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