Festival Skol Sensation traz mar futurista para São Paulo

Segunda edição do megaevento da música eletrônica mesclou maratona de DJs com pirotecnia high-tech

Gabriel Pinheiro e Ítalo Reis, do estadão.com.br

18 de abril de 2010 | 07h28

Ocean Of White. Nessa edição, 40 mil pessoas vestidas de branco foram levadas ao 'fundo do mar'

 

SÃO PAULO - O Anhembi foi novamente palco mundial da música eletrônica neste sábado, 17. Durante seis horas e meia, 40 mil pessoas foram levadas ao fundo do mar com a segunda edição do Skol Sensation, que neste ano trouxe o tema “Ocean Of White”, ou “oceano do branco”, em português. Entre sereias, anêmonas, águas-vivas gigantes e incontáveis efeitos especiais, três DJs de peso da cena internacional e um trio brasileiro se revezaram diante do mar de branco, formado pela multidão que se vestia da cor obrigatória dos pés a cabeça.

 

O início da festa foi um show à parte. Abusando de pirotecnia, a produção levou o público ao delírio com fogos de artifício, lasers, projeções e cenografias. Do lado de foram, porém, o trânsito nas imediações impedia que o pavilhão estivesse cheio às 23h05 para presenciar o início do evento.

 

O trio Life is a Loop, formado pelos curitibanos Leozinho, Rodrigo Pacionirk e pelo gaúcho Fabrício Peçanha, foi o primeiro a assumir as pick-ups. Além da tradicional eletrônica, os brasileiros se arriscaram bem no rock, com clássicos do Guns’n’Roses e Nirvana, devidamente remixados. O holandês Chuckie veio em seguida, com uma sequência que manteve o público animado.

 

No meio da noite, uma surpresa: saem os DJs, entra o público. Durante meia hora, clássicos da dance music escolhidos pela produção embalaram a multidão, no “Skol Sensation Mix”. As cenografias aquáticas, mais uma vez, pontuavam o clima da atração.

 

A festa foi retomada com Felix da Housecat, um dos nomes mais aguardados da noite junto com Tocadisco, que veio a seguir. Às 5h30, o fim do evento, com um mar de fogos e lasers.

 

O caos aéreo na Europa gerado pela erupção do vulcão na Islândia obrigou o trio britânico Above & Beyond a cancelar sua apresentação de última hora. No Twitter, eles escreveram:  “De volta para casa depois de tentar ir ao Brasil de carro, trem, helicóptero e jatinho particular, mas o vulcão ganhou”. No fim das contas, quem perdeu foi o festival, que ficou sem o toque pop consagrado daqueles que assinam produções de Madonna e Britney Spears. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.