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Festival reúne erudito e popular em Trancoso

A partir de hoje, artistas como Claudio Cruz e Jane Monheitt ocupam novo teatro no sul da Bahia

O Estado de S. Paulo

14 de março de 2014 | 21h07

O festival Música em Trancoso abre hoje a sua terceira edição – com novidades dignas de um evento que, em pouco tempo, conseguiu consolidar a sua proposta. A principal delas: a inauguração de um teatro construído especialmente para o festival. “Tudo vem acontecendo muito rápido”, diz Sabine Lovatelli, presidente do Mozarteum Brasileiro e uma das idealizadoras do projeto, ao lado do empresário Carlo Lovatelli. “E o retorno não para de nos surpreender. Este ano, em uma manhã, vendemos mais de 8 mil ingressos, esgotando a lotação para todas as apresentações do festival”, conta.

O festival surgiu em 2012 como uma ousada ideia de um grupo de amigos apaixonados por música – e pela paisagem paradisíaca do sul da Bahia. Entre eles, o arquiteto luxemburguês François Valentiny. Foi dele o projeto de anfiteatro móvel que, na primeira edição, abrigou os concertos de música erudita e popular, combinação que se tornou marca do evento. Após o sucesso do primeiro ano, os planos tornaram-se ainda mais ambiciosos, com o início da construção de um teatro fixo – em 2013, a parte debaixo já estava pronta e foi utilizada na programação que, a partir deste ano, passa a ocupar os dois palcos do projeto arquitetônico. 

O novo espaço, claro, é a vitrine do evento. Mas Sabine Lovatelli acredita que há outros aspectos a serem comemorados. O principal deles é a experiência musical que ele proporciona – e que tem se tornado a marca da programação, que já começa a ser reconhecida mundo afora. “A cada anos, mais músicos de fora se interessam pelo projeto. Este ano, teremos integrantes das filarmônicas de Berlim e Viena, além da orquestra de Munique. Aqui, eles têm contato íntimo com estudantes, que também vêm de diversos lugares, fazem música em conjunto, além de ter a experiência de estar ao lado de grandes nomes da música popular brasileira, como Cesar Camargo Mariano. No festival, nascem conversas que continuam ao longo do ano, independentemente de nós, e isso é algo importante, um legado a ser comemorado”, diz.

Outro aspecto é o caráter pedagógico do evento. Além de alunos que podem se inscrever para as master classes, o Música em Trancoso conta com a Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo como orquestra residente – no ano passado, ela dividia o posto com a Sinfônica Juvenil da Bahia, que este ano, por conta de extensa turnê pelos Estados Unidos, não poderá se apresentar no festival. “Mas teremos membros do Neojiba (projeto de educação baiano do qual a sinfônica jovem é o principal grupo) participando da área pedagógica. E é muito bom ter novamente a sinfônica jovem paulista na programação. O trabalho que o maestro Claudio Cruz tem realizado é muito bom”, diz Sabine, relembrando que este ano estará em Trancoso o maestro Antonio Mendez, venezuelano que trabalha com Gustavo Dudamel na Filarmônica de Los Angeles.

A qualidade do trabalho, ela explica, possibilita maiores ousadias no repertório. Entre as peças a serem interpretadas estão, por exemplo, Prélude à l’Après-midi d’un Faune, de Claude Debussy, e as Quatro Últimas Canções, de Richard Strauss. “No primeiro ano, a orquestra tocou o que já tinha no repertório. No ano passado, as duas fizeram uma combinação de música americana e russa. Agora, nós pudemos pedir e sugerir o repertório.” Na área de música brasileira, Cesar Camargo Mariano vai trabalhar ao lado de nomes estelares como Ivan Lins e Nailor Proveta. E, no jazz, a grande estrela é a cantora Jane Monheitt. “Depois que fizemos o primeiro ano, unindo erudito e popular, perguntamos às pessoas: qual dos dois vocês preferem? E a resposta era sempre em favor da manutenção desta mistura”, conta Sabine. 

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