Daryan Dornelles/Divulgação
Daryan Dornelles/Divulgação

Festival Rec-Beat começa neste sábado com Luiz Melodia e Man or Astro-Man no Recife

Festival mantém sua principal característica, a busca do novo e ousa ao trazer novidades dos países latino-americanos

Lauro Lisboa Garcia, Especial para O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 20h10

Um dos festivais mais dinâmicos de música pop do Brasil, o Rec-Beat começa neste sábado, 14, comemorando 20 anos, no meio do carnaval do Recife. Em vez de retrospectiva, ele segue adiante com algumas das melhores novidades brasileiras e, como também tradicionalmente vem fazendo nessas duas décadas, há a presença do que o idealizador e produtor Antonio Gutierrez, o Gutie, chama de “atrações históricas”: a banda norte-americana Man or Astro-Man, ligada ao punk e ao surf-rock, e o sempre moderno e elegante Luiz Melodia.

“Cheguei até a pensar em algo tipo revival de shows marcantes que passaram pelo festival, exposição, catálogo, algo nessa linha de retrospectiva”, diz Gutie. “Mas depois concluí que a melhor forma de se comemorar esses 20 anos seria mostrando o festival como ele é: evidenciar sua principal característica, que é a busca do novo, a inquietação, o frescor.”

Por coincidência ou não, tanto as atrações pernambucanas, que sempre têm lugar de destaque no Rec-Beat, como as de outras regiões do Brasil, lançaram discos marcantes em 2014. É o caso de Juçara Marçal, Lucas Santtana, Russo Passapusso, DJ Dolores, Mombojó, Jam da Silva e Thiago Pethit, entre outros. Outra determinação ousada do festival é trazer novidades dos países latino-americanos, que este ano tem mais atrações ligadas à música eletrônica. O Quanta Ladeira – coletivo de compositores e cantores pernambucanos que faziam paródias com letras picantes e críticas com temas atuais sobre músicas conhecidas – acabou. 

Lula Queiroga, um dos fundadores do bloco, disse que “se fechou um ciclo, porque o que era pra ser somente tiração de onda, na opinião dele, estava virando compromisso”.

O produtor diz que, “olhando em perspectiva”, o maior desafio, o tempo todo, é adaptar o evento às novas tecnologias. “O Rec-Beat vem de um tempo em que a internet era incipiente. A forma de comunicação, de divulgação, de escolhas das bandas era bem diferente. Hoje, somos obrigados a repensar os mecanismos de divulgação, por exemplo.” 

Um dos erros, que ele diz ter conseguido corrigir rapidamente, foi pensar que o festival precisava de nomes conhecidos para atrair público. “Foi num show da Nação Zumbi, que superlotou o local do festival e beiramos a uma tragédia, que vi que o festival não precisa de atrações ‘bombadas’.” Foi quando entendeu que o público já acreditava o suficiente nas apostas do festival, que mantém a credibilidade intacta.

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