Festival Motomix transforma parque em 'Indierapuera'

Cerca de 4 mil pessoas foram ao Ibirapuera na tarde deste sábado, muitas delas com seus cães e bicicletas

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2008 | 21h03

E o parque virou um verdadeiro 'Indierapuera'. Cerca de 4 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, foram na tarde de ontem ao Parque do Ibirapuera para o Motomix Rokr Festival, que destacou esse ano as bandas inglesas Fugiya & Miyagi, The Go! Team e a canadense Metric. Parecia que, para cada 10 indies, havia um cão na coleira pelo parque. Muitos espectadores aproveitaram a tarde quente e tranqüila e montaram piqueniques com cangas no gramado entre o Museu Afro e o Planetário. Outros andavam de bicicleta entre o público.   Os shows começaram já com um público expressivo, às 15h, quando tocou a banda brasiliense Nancy, mas quando estava no palco, por volta das 18h40, a banda inglesa The Go! Team já tinha a praça à sua frente completamente cheia para seu concerto.   Os ingleses do Fugiya & Miyagi iniciaram o show pontualmente às 17h, tocando Ankle Injuries, de um set de 12 canções. Fortemente influenciados pelas bandas alemãs do krautrock, especialmente Kraftwerk e Can, o quarteto britânico dá à sua mistura também um tempero de eletropop dos anos 80. É uma banda orgânica, com apenas um teclado à frente e guitarra, baixo e bateria dominando a cena. Terminaram ovacionados pela platéia, tocando alguns dos seus hits (se é que têm hits): Photocopier, Chicker Bocker e, para finalizar, Electro Karaokê (no qual o nome da banda, Fugiya & Miyagi, é repetido como um mantra, lembrando uma versão dance de We are the Robots, do Kraftwerk).   Mais performática, a banda The Go! Team, conterrânea do Fugiya & Miyagi (ambos são de Brighton, Inglaterra) começou um pouco mais tarde seu show com The Power is On. Liderado pela cantora Ninja, de origem africana (que, falante e elétrica, lembra uma espécie de Preta Gil gringa), o grupo mostra também uma alternância nos vocais - as entradas das cantoras nisseis de vozes estridentes (Kim Fukami e Kaori Tsuchida) e o nome do grupo que os precedeu fazia pensar que a escalação tinha a ver com o centenário da imigração japonesa. Parece às vezes lembrar uma mistura do Pizzicato Five com o Belle & Sebastian.   The Go! Team, que é liderado por Ian Parton (ele formou a banda em 2004, depois de compor as canções do grupo no computador), foi formado como num encontro às cegas: os músicos foram recrutados às pressas para abrir um show do Franz Ferdinand. Com uma abordagem cartunística, mais uma boa dose de colagens pós-modernas (sua linha de frente parece também a do Cibo Matto, da cantora americana Yuka Honda), a banda fez a noite ficar mais dançante. A banda tocou duas músicas novas e vários hits, como Keys to the City e Everyone's a vip to Someone.   A banda que encerraria a noite seria o Metric, grupo canadense liderado pela bela cantora Emily Haines. Eles pretendiam tocar seus grandes hits, como Monster Hospital e Empty.

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