Festival Mimo leva música do mundo para Olinda

Na abertura em Ouro Preto, produtora disse que está em negociações para trazer o guitarrista John McLaughlin

Julio Maria, O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2014 | 11h29

Depois de fazer a abertura de sua temporada 2014 no último final de semana, em Ouro Preto (MG), o festival de música instrumental Mimo segue para Olinda, seu berço, onde deve, mais uma vez, apontar para lugares e nomes que estão fora dos circuitos tradicionais do jazz e da música étnica. O gigante da vez é Chick Corea, impedido de fazer sua primeira aparição em Ouro Preto depois de ficar preso em Buenos Aires por causa da greve geral argentina. Ele se apresenta nesta quinta, 4, às 22h30, de graça, na Praça do Carmo. Estará ao lado da nova formação batizada The Vigil.

O Mimo resiste em seus princípios de trazer a boa música do mundo, sem deixar-se contaminar pelo assédio de uma programação pop de lotações certeiras. Ao ocupar nas cidades que visita patrimônios históricos como páteos e catedrais centenárias, conta com cenários e acústicas 'naturais', firmando sua identidade na escalação dos artistas. Sem ser pop, consegue lotar todas as suas apresentações.

Além de Chick Corea, outros destaques da passagem por Olinda (as próximas paradas serão Paraty, RJ, 10 a 12 de outubro) e Tiradentes (MG, 17 a 19 de outubro) serão o percussionista indiano Trilok Gurtu (que circulou tanto nos universos de Joe Zawinul e Bill Evans quanto nos de Bob Dylan e Eric Clapton); o violonista, pianista e compositor Egberto Gismonti; a dupla do cantor jamaicano Winston McAnuff e do acordeonista francês Fixi; e o músico malinês Bassekou Kouyate.

Nos shows do último final de semana, em Ouro Preto, Kouyate, considerado uma das cabeças iluminadas da nova música produzida no efervescente Mali, fez a plateia dançar o tempo todo. A produtora do evento, Lu Araújo, disse aos jornalistas que está em negociações para trazer o guitarrista e violonista John McLaughlin para uma próxima edição.

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