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Festival Mimo anuncia as atrações da temporada

Maior reunião de música instrumental do País vai trazer, a partir de 7 de outubro, artistas como os ucranianos do Dhakabrakha e o ganense Pat Thomas

Julio Maria, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2016 | 04h00

O festival de música instrumental Mimo segue sua missão: não dar às plateias apenas o que elas querem, mas algo que elas também podem querer. A 13ª edição do projeto no Brasil começa com a temporada de 7 e 9 de outubro nas mineiras Tiradentes e Ouro Preto. Paraty, no Rio, recebe os shows entre 14 e 16 de outubro, com uma programação de concertos, workshops da chamada etapa educativa, palestras e um circuito de cinema com 27 filmes inéditos. De 11 a 13 de novembro, a capital do Rio de Janeiro assume o evento. E, de volta às origens, Olinda retorna ao circuito depois de um ano fora, entre os dias 18 e 20.

Entre as atrações confirmadas, estão no elenco Pat Thomas, o maior cantor de highlife, o gênero africano de Gana que exerceu influência direta na formação do afrobeat de Fela Kuti; o sensacional grupo ucraniano de folk étnico Dakhabrakha, sucesso no circuito de festivais pelo mundo; o cantor senegalês Cheikh Lô, que vai apresentar pela primeira vez aqui o ritmo mbalax; e o harpista colombiano Edmar Castañeda, que colocou seu instrumento sinfônico no jazz, a serviço de Paquito D’Rivera, Marcus Miller, Wynton Marsalis, Gonzalo Rubalcaba e John Patitucci. Estarão a seus lados também atrações brasileiras como Emicida, com participação do baterista Wilson das Neves, e a cantora Elza Soares.

A força do festival foi testada em julho, quando realizou sua primeira temporada fora do território brasileiro. Na cidade de Amarante, ao norte de Portugal, os shows de Pat Metheny e Ron Carter; Tom Zé e do africano Vieux Farka Touré foram recebidos por um público de 24 mil pessoas que, até o início dos shows, não faziam ideia do que poderia significar a marca daquele festival. O próprio prefeito da cidade, em seu discurso de agradecimento, falou em repetir a dose em 2017. E a produção confirmou: de 21 a 23 de julho.

Sem nomes de maior visibilidade, o festival fala por seu conceito, não pelos artistas. A sensação que se tem na experiência de acompanhá-lo é a de fazer uma viagem por alguns cantos pouco conhecidos do mundo. O Dakhabrakha é uma dessas atrações imperdíveis. Seu nome significa “dar e receber” e sua formação é um quarteto de estudantes vanguardistas de Kiev. Nos shows por EUA, Canadá, Rússia, França, Inglaterra, Suécia, Alemanha, Áustria e Nova Zelândia, sua presença tem sido avassaladora. A programação do festival está no site mimofestival.com.

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