Haroldo Saboia
Haroldo Saboia

Festival independente Fora da Casinha anuncia atrações

O encontro das bandas Bratislava e Aloizio é um dos destaques do evento realizado em 7 de outubro, agora no Largo da Batata

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2017 | 06h00

Em um dia de intervalo entre os dois fins de semana do grandiloquente Rock in Rio é anunciada mais uma edição do Fora da Casinha, o festival dedicado à música independente e nacional, que ocorre em São Paulo. Desta vez, com entrada gratuita, próximo à estação de Metrô Faria Lima, tudo oposto ao que se encontra no evento carioca, no qual as atrações mais visadas são gringas, os ingressos custam R$ 455 e chegada e saída são problemáticas, principalmente pelo acesso limitado à linha de ônibus BRT. 

Pois nesse mundo de opostos, o Fora da Casinha revela com exclusividade para o Estado a programação desta edição, a primeira a ser realizada no Largo da Batata, depois de passar por Centro Cultural Rio Verde e Unibes Cultural. Desta vez, o Fora da Casinha marca também o início do Mês da Cultura Independente, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. 

Marcado para o dia 7 de outubro, o festival tem as atividades dos dois palcos iniciada a partir das 14h. Uma hora antes, a discotecagem fica por conta da festa Sussa, organizada pelo jornalista Alexandre Matias. Nos palcos, o cardápio musical é variado, tal qual é a programação da Casa do Mancha, espaço dedicado à música independente que completa 10 anos de existência em 2017 – e, nesse tempo, recebeu mil artistas para apresentações e gravações. 

Como o fez nas duas edições anteriores, o padrinho do festival Maurício Pereira, do Mulheres Negras, é quem dá inicio às apresentações. No retrato do que é a música independente do País, distante das rádios, mas ainda prolífica, o Fora da Casinha prefere a anarquia sonora. Expandir os ouvidos é a intenção com atrações que se revezam entre dois palcos. 

No palco 1 passeia-se pela invencionice de Pereira, segue-se para a efervescência do rock da Vitreaux, o ineditismo do encontro das bandas Bratislava e Aloizio, a cadência contemplativa da Raça e o ímpeto onírico de Tagore. No segundo palco, Bárbara Eugênia e Tatá Aeroplano mostram o primeiro disco criado em parceria, o bucólico Vida Ventureira, seguido pelo oitentismo romântico de Giovani Cidreir, pela lisergia da Ema Stoned, o experimentalismo tropical da Glue Trip e a explosão criativa de Negro Léo. 

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