Festival de Verão reúne 50 mil em Salvador

Cerca de 50 mil pessoas, segundo a organização da mostra, viram a aberturaontem à noite do Festival de Verão de Salvador, atualmente a maior jornada de música ativa do País - com o recesso do Free Jazz Festival e a sazonalidade do Rock in Rio. Pagando ingressos de R$ 17,00 (inacreditáveis US$ 5 para assistir a 11 shows numaúnica noite), o festival abriu com um concerto déja vu de Davi Moraes, a meio caminho entre os Novos Baianos e uma master class de guitarra.Com três grandes palcos (Palco 2003, Palco Pop e Zona Eletrônica), o Festival de Verão aproveitou as melhores lições do Rock in Rio e do Free Jazz e, com atrações nacionais, conseguiu converter-se numa boa e organizada alternativa para os megafestivais brasileiros.Todos os seus maiores shows já foram ostensivamente mostrados nas grandes capitais, como Paralamas do Sucesso, Skank, Cidade Negra, Lulu Santos, Charlie Brown Jr., Jota Quest e Planet Hemp. O segredo é reapresentá-los numa estrutura civilizada e cheia de alternativas - jogos e esportes radicais, tendas eletrônicas, bistrôs e bares, dancefloor e arena.O maior show da noite, no entanto, foi o da banda Paralamas do Sucesso, com um Herbert Vianna mostrando-se cada vez mais recuperado. Ele já está ampliando o repertório do show que lançou o disco O Calibre, o primeiro depois do seu acidente com um ultraleve.Mescla, com habilidade, hits antigos como Polícia e Lourinha Bombril com suas novas pérolas do rádio, como a música-título dodisco.A noite desta quinta-feira é de gala para o festival, que recebe o primeiro show profissional do agora ministro da Cultura, GilbertoGil. O ministro-cantor reapresenta o seu Kaya n? Gan Daya, homenagem temporã ao cantor jamaicano Bob Marley, "o primeiroídolo pop da periferia", segundo palavras de Gil.O ministro fez dois discursos essa semana, encaminhados ao Fórum Social de Porto Alegre, no qual afirma ter-se engajado na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a fome no País.Ele revelou que pretende realizar no Brasil uma versão do evento Telefood, da FAO (órgão das Nações Unidas para o combate à fome). "O TeleFood aconteceu com êxito, no ano passado, na Jamaica", escreveu Gil. "É um show transmitido pela televisão, mais ou menos no modelo do Criança Esperança. Como embaixador da FAO, já estou mantendo entendimentos com o diretorgeral da instituição, Jacques Diuof. Ele virá ao Brasil no próximo mês, entre os dias 13 e 16 de fevereiro, para uma reunião noMinistério da Cultura, quando acertaremos os detalhes para trazer o evento para o Brasil, com a finalidade de arrecadar recursospara o programa nacional brasileiro de combate à fome e de segurança alimentar."

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2003 | 16h12

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