Festival de choro chega à final, no Rio

Será realizada nesta terça-feira, a partir das 20h30, na Sala Cecília Meireles, no Rio, a prova final do festival Chorando no Rio. Doze músicas disputarão os prêmios, que somam R$ 10 mil, e os troféus que merecerão os melhores choros concorrentes. Artistas reconhecidos, dedicados ao choro, como Guinga - na maior parte da obra -, Silvério Pontes, Cristóvão Bastos estão entre os 12 finalistas. Eles foram escolhidos entre os 36 concorrentes que participaram das semifinais, realizadas nas três últimas terças-feiras. O Chorando no Rio é uma promoção do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, com apoio da Secretaria Estadual de Cultura, da Faperj, da Funarj e ainda da TV Educativa, que vem exibindo as semifinais. Para quem gosta de boa música e recebe o sinal da TV Educativa carioca, um programa obrigatório: assistir, no sábado, à íntegra da prova final, a partir das 22 horas. A apresentação das 36 concorrentes foi gravada ao vivo e as músicas farão parte de um CD duplo, de cujo encarte constarão todas as partituras. É uma iniciativa muito importante e que parece não ter precedente, pelo menos em música popular. Coordenado pelo cineasta e produtor cultural Adonis Karan, com direção musical do violonista Luiz Otávio Braga - um chorão de primeira grandeza - , o Chorando no Rio recebeu cerca de 250 inscrições, que chegaram do País inteiro e de músicos brasileiros residentes no exterior. A primeira triagem chegou às 36 semifinalistas. Na abertura da noite de amanhã - os ingressos custam R$ 5 -, o público ouvirá a suíte Retratos, de Radamés Gnatalli, executada por Joel Nascimento, acompanhado por quinteto de cordas que terá regência de Roberto Gnatalli. A suíte Retratos, umas das obras magnas do choro, é uma coleção de perfis musicais de grandes chorões, como Nazaré e Pixinguinha. As 12 músicas finalistas são: Balançadinho , de Jorge Cardoso; Talvez, de Cazé; Pisando em Paralelepípedo, de Marcus Ferrer; Maxixe em Família, de Silvério Pontes e Francisco Nacarati; Fabiano e sua Turma, de Mário Seve; No Boteco do Hélio, de Antônio Carlos Gomes; Respira Fundo, de Cristóvão Bastos e Mário Negrão; Quando os Vejo, de Beto do Bandolim; Um Clarinete Antigamente, de Humberto Araújo; Zé Galinha, de Cláudio Camunguelo; Troglodita 171, de Anselmo Mazzoni; e Dichavado, de Guinga. É intenção da organização tornar o Chorando no Rio evento fixo do calendário da cidade. O choro, considera Adonis Karan, no que tem toda razão, é a mais nacional das expressões musicais, praticada desde que se deu a conhecer o que hoje chamamos de música popular brasileira.

Agencia Estado,

15 de outubro de 2001 | 18h48

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