Festa da Mangueira na Tom Brasil

No Rio, teve Chico Buarque e Jamelão cantando Piano na Mangueira, Beth Carvalho e Milton Nascimento em Levanta Mangueira, Alcione e Emílio Santiago com Alvorada e Djavan solando Folhas Secas. Rosemary cantou Ave-Maria no Morro e, de novo, Milton, em Sem Compromisso e Encontros e Despedidas, canção antiga que abre a novela Senhora do Destino. Juntos, Djavan e Chico cantaram A Rosa, do primeiro. Mas teve ainda o pessoal do morro, na festa fechada somente para convidados da escola de samba. Se o show que a Estação Primeira de Mangueira faz hoje na Tom Brasil for tão bom quanto o de anteontem no Canecão, os paulistas podem se preparar para duas horas e meia imperdíveis.O diretor Túlio Feliciano misturou a nata da música brasileira com a comunidade e limou o estrelismo, pois Chico Buarque chegou dizendo-se um funcionário da Mangueira e ninguém se sentiu mais estrela que dona Cristolina, com oito décadas de Mangueira. O cenário de Irlan Nery criou uma roda de samba no morro, reproduzindo uma foto da favela Mangueira diante do qual os sambistas bebiam cerveja e batucavam nas mesas. Jamelão chegou a esbravejar com os fotógrafos. "Não autorizei fotos, porque vocês me colocam no jornal como um morto de fome", bradava. A direção da escola explicou que ele se chateou com um jornal carioca que o retratou comendo macarronada, com legenda dizendo que ele abusava do garfo. "Faço tanta coisa bonita e eles só falam essas bobagens", reclamou o cantor, para depois se desfazer em gentilezas. O show de hoje é o mesmo, com uma substituição. No lugar de Djavan, Zeca Pagodinho, numa saudável união das escolas pioneiras, Portela e Mangueira. Serviço - O Tom Brasil Nações Unidas. Rua Bragança Paulista, 1281. Santo Amaro, São Paulo. Tel: (11) 2163-2100. Só para convidados.

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