Fase semifinal do Visa esquenta na segunda noite

Com casa cheia e torcidas animadas, a segunda semifinal do 7.º Prêmio Visa de Música Brasileira - Edição Instrumental, realizada quarta-feira no Tom Brasil, transcorreu mais quente e equilibrada do que a primeira. O suingue jazzístico pontuou as apresentações do grupo Triálogo e do guitarrista Pablo Zumarán. O violonista Alessandro Penezzi descarregou explosivas seqüências de virtuosismo. No fim da noite, Vanessa da Mata, com exuberante presença cênica e vocal, só confirmou ser uma das melhores cantoras/compositoras reveladas nos últimos anos. Tom Jobim e Baden Powell foram lembrados respectivamente pelo Triálogo e por Penezzi no harmonioso choro de acento jazzístico Jobiniando e na pomposa e complexa Be-a-Baden. Zumarán preferiu homenagear dois de seus irmãos em composições próprias que justapõem a calmaria de À Deriva, sugerindo um barco a navegar em águas plácidas, com a sinuosa Magrela, um convite a descer ladeiras de bicicleta. Sem os problemas técnicos que enfrentou na fase eliminatória, fez-se ouvir claramente em sua mescla sutil e prazerosa de jazz, bossa e outros ritmos brasileiros. Com os mesmos ingredientes, mas com resultado diverso e personalizado, o Triálogo - formado pela graciosa Débora Gurgel (piano), Itamar Collaço (baixo) e Pércio Sapia (bateria) -, abriu a noite em alta voltagem com apoio de empolgada torcida. Acertou ao iniciar e encerrar o roteiro com temas conhecidos - Reza (Edu Lobo/Ruy Guerra) e Me Deixa em Paz (Monsueto/Ayrton Amorim) -, deixando as composições próprias no centro. Penezzi entrou apoiado por Arismar do Espírito Santo em duo de violões para uma expressiva interpretação de Samambaia (César Camargo Mariano). As três seguintes, Penezzi tocou sozinho, mas continuou parecendo que eram dois, em cascatas de notas despejadas de um fôlego. No entanto, quando menos ansioso - caso de Bebê, de Hermeto Pascoal -, melhor soou.

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