Fãs de Jack Johnson vêm de Florianópolis em ônibus especial

Um ônibus lotado de fãs com destino a um grande show de um grande cantor. Nada de especial. Não fosse este um ônibus onde os passageiros viajam no andar de cima enquanto no andar de baixo uma banda toca ao vivo o tempo todo e a bebida é liberada. Assim é o Bus Session, que partiu ontem de Florianópolis em direção ao Anhembi, em São Paulo. O capricho não é para um cantor qualquer, mas para Jack Johnson. Não por acaso, a banda do Bus Session vai tocar sucessos do ex-surfista. A idéia partiu, claro, de um grande fã do havaiano. "Tudo começou com a Friends Session, uma festa que criei quando vi que não havia na noite de Floripa uma balada que fosse a minha cara. A festa acabou dando certo. O Bus Session é uma extensão disso", conta o designer Fábio Nunes, que organizou não só um, mas dois Bus Session. Entre os passageiros, seguem Luciano Costa e Luiz Vicente Rodacki. Luciano foi um dos primeiros brasileiros a ter um CD demo de Jonhson, ainda em 1998. "Foi quando minha irmã e seu ex-namorado trouxeram de San Diego um CD com músicas cruas dele, só com voz e violão. Foi ouvir e viciar", conta Luciano que, não por acaso, será um dos que estará dedilhando no violão as melodias de Jonhson no andar de baixo do Bus Session. "Eu já era compositor quando conheci o Jack Jonhson, mas é inegável que ele me influenciou muito. Montei uma banda, a Morning Sun, e toco, além de músicas nossas, muita coisa dele e de Ben Harper",diz. "Amanhã será a primeira vez que o vejo ao vivo. Minha irmã, que mora em Londres, me ligou em fevereiro quando estava vendo um show dele e me colocou para ouvir direto no celular. Foi uma maneira da gente curtir juntos um artista que a gente adora". Já outro passageiro do Bus Session teve mais sorte. Luiz Vicente Rodacki não só é um dos poucos que já viu Jonhson ao vivo como conheceu o cantor antes de se tornar famoso. "Eu havia passado cinco meses na Nova Zelândia. Quando acabaram as aulas eu e um amigo programamos uma trip para a Austrália, em Surfers Paradise. Soubemos que haveria um show de Johnson. Era julho de 2002, ele havia acabado de lançar o primeiro disco. Mas não conseguimos ver o show porque éramos menores de 18. Então descobrimos que ele ia ser apresentar domingo à tarde num shopping, onde tocaria algumas músicas sem a banda, só com seu violão. Ele apareceu no meio da galera e veio em direção ao palco, discretamente. Muita gente já conhecia as músicas mas ninguém o havia visto. Foi interessante que ele veio caminhando no meio de todo mundo e subiu no palco, aí então todos souberam quem era ele. Foi demais!!!" relembra Rodacki. "No final, desceu do palco e havia uma mesinha com uma caixinha cheia de CDs. Então ele agradeceu e sentou ali. Comprei o meu CD, dei uma nota de 50 e vi um artista que estava a ponto de se tornar um ídolo internacional me devolver 25 de troco e me dar o CD assinado. Por mais que eu não soubesse no que se tornaria o Jack mais tarde, aquele foi um momento sensacional!Desde então, sou um grande fã de Jack e de seu som. Ele demonstrou ser um cara simples, empenhado em fazer música e nada mais."

Agencia Estado,

07 de abril de 2006 | 11h10

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