AP Photo/Alberto Pellaschiar
AP Photo/Alberto Pellaschiar

Famílias de Pavarotti e George Harrison criticam o uso de canções por Donald Trump

Espólio dos dois artistas expressou insatisfação com o uso não autorizado de músicas e solicitou para que o candidato pare de utilizá-las

Reuters

22 Julho 2016 | 10h56

ROMA - A família de Luciano Pavarotti afirmou que o falecido cantor italiano de óperas não aprovaria o uso pela campanha do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, de sua gravação da ária de Giacomo Puccini Nessun Dorma. O espólio da família do ex-Beatle George Harrison também reclamou oficialmente sobre a utilização de músicas dele na Convenção do Partido Republicano, nesta semana, em Cleveland, EUA.

Os músicos britânicos Paul Rodgers e Brian May também emitiram comunicados expressando sua insatisfação com o uso não autorizado de suas canções por parte do candidato.

Depois de Rolling Stones, Adele e R.E.M., além de outros artistas, pedirem a Trump que passe de usar suas músicas na campanha, a família de Pavarotti na Itália fez o mesmo pedido, segundo comunicado.

"Como membros de sua família imediata, queremos lembrar que os valores de fraternidade e solidariedade, que Luciano Pavarotti expressou ao longo de sua carreira artística, são inteiramente incompatíveis com a visão de mundo oferecida pelo candidato Donald Trump", afirma o comunicado.

A Nessun Dorma tem sido frequentemente tocada em comícios de campanha de Trump. A performance de Pavarotti fez dela a ária de assinatura do tenor, ajudando-o a tornar-se o mais popular cantor de óperas de todos os tempos. Pavarotti morreu por causa de um câncer no pâncreas em 2007, aos 71 anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.