Fabiana Cozza mostra o dom do samba no Grazie a Dio!

É só ouvir uma nota cantada por ela.Fabiana Cozza impressiona quem a ouve pela primeira ou pelavigésima vez. "Onde é que eu posso comprar o seu CD?", perguntauma fã que se encantou à primeira vista no segundo dia datemporada que a intérprete vem realizando no Grazie a Dio!,sempre às terças-feiras, até o fim do mês em São Paulo. Fabiana, que sempre tratou de carregar consigoexemplares de seu primeiro álbum independente, "O Samba É MeuDom", agora não terá mais com o que se preocupar (pelo menos, noque diz respeito ao lado comercial): ela fechou um contrato dedistribuição e licenciamento com o selo Eldorado e, dentro embreve, sua voz delicada e, ao mesmo tempo, intensa poderá serencontrada em todo o País. "O Samba É Meu Dom" contempla músicas de grandescompositores, como Geraldo Filme e Silas de Oliveira, pinçadascom todo o carinho pela própria Fabiana. O samba que dá nome aoálbum, composto por Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro, é afaixa de abertura do CD da cantora que já foi comparada diversasvezes a Clara Nunes. "A Morte De Chico Preto", de Geraldo Filme,a triste "São Mateus", de Rodrigo de Campos e Marcos Paiva, e"Meu Drama", de Silas de Oliveira, são apenas algumas das belascanções que estão no disco. Na temporada do Grazie a Dio!, Fabiana também já adiantao que vem por aí: ela apresenta algumas das músicas que vãofazer parte do seu segundo álbum, ainda sem data para serlançado, como "Parte", de Rubens Nogueira e Paulo César Pinheiro "Sonho Meu", "Acreditar" e "Alguém me Avisou", três das músicasclássicas de D. Ivone Lara, e "Xangô te Xinga", de LeandroMedina. "Eu gosto de primeiro sentir a reação do público com asmúsicas pré-selecionadas por mim, antes de gravar qualquercoisa", conta a simpática Fabiana. No começo de sua carreira, por volta de 1996, elacantava apenas sambas tristes porque acreditava que as músicaseram mais densas e emocionantes. Num ensolarado dia, ouviuHermeto Pascoal dizer que música boa é aquela que te deixa feliz que te faz dançar - e repensou o seu trabalho. "Eu sou apenasuma catalisadora dessas energias." A filha de Osvaldo dos Santos, sambista da velha guardada Camisa Verde e Branco, também disse que não poderia deixar defora o "Canto de Ossanha", de Vinicius de Moraes e Baden Powell,cuja intensa interpretação já se tornou sua marca registrada,além da bela canção de Gerônimo, "Agradecer e Abraçar". A genteé que agradece. Fabiana Cozza. Grazie a Dio. Rua Girassol, 67, (11) 3031-6568. 3ª, 22h30. R$ 13. Até 24/10

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