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Exposição repassará carreira de David Bowie em museu londrino

O público terá acesso a 300 objetos do músico britânico, entre trajes, fotos e instrumentos

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04 de setembro de 2012 | 14h02

O artista britânico David Bowie será o tema principal de uma nova exposição do museu londrino Victoria and Albert, que, a partir de março de 2013, repassará sua "inovadora e influente" carreira através de mais de 300 objetos do músico, entre trajes, fotos e instrumentos, anunciou a entidade nesta terça-feira.

Intitulada David Bowie Is, a exposição, que ficará em cartaz de 23 de março até 28 de julho de 2013, resgatará os diferentes processos criativos do músico, tido como um verdadeiro "camaleão" devido a sua constante reinvenção ao longo das últimas cinco décadas.

Autor de clássicos como Starman e Heroes, Bowie possui um peculiar magnetismo que, segundo Victoria Broackes, curadora da mostra, "vem da combinação de seu êxito comercial com os elogios da crítica, algo muito pouco habitual". "Era um artista que sempre respondia de forma criativa as inovações tecnológicas", acrescentou Victoria.

A mostra do V&A, que não seguirá nenhum tipo de linha cronológica, conta com mais de 60 trajes usados por Bowie, como o desenhado por Freddie Burretti para seu personagem Ziggy Stardust (1972), um extraterrestre andrógino com pinta de estrela do rock, com o qual o artista combinou a ficção científica e o teatro japonês do kabuki.

As criações de Kansai Yamamoto para a turnê de Aladdin Sane (1973) e o traje com as cores da bandeira britânica, criado por Alexander McQueen para a capa do álbum Earthling (1997), também estarão nesta exposição.

A mostra, que é iniciada a partir dos primeiros anos de David Robert Jones (seu nome real), reflete a sua grande atração pelas inovações na arte após a Segunda Guerra Mundial. Além da infância, a mostra também abordará a influência de Londres, sua cidade natal, como fonte de inspiração para seu processo criativo.

"Embora Bowie tenha deixado Londres em 1974, a cidade, sua periferia, a mentalidade britânica e o sentido do humor fizeram parte de sua linguagem e de sua imaginação", explicou a curadora.

Além dos trajes e de sua influência artística, o fãs do músico também poderão contemplar inúmeras fotografias, tiradas por Brian Duffy, Terry O'Neill e Masayoshi Sukita e mergulhadas em suas referências culturais extraídas do Surrealismo, do teatro alemão "brechtiano", do avant garde, dos musicais do West End, do Expressionismo germânico e do Kabuki japonês, entre outras.

Trechos de filmes com participações de Bowie; fragmentos de algumas de suas atuações ao vivo, incluindo The Man Who Fell To Earth (1976) e Saturday Live (1979) também estarão ao alcance do público.

Segundo a curadora, a mostra também terá um espaço audiovisual para projetar alguns dos clipes mais famosos de Bowie, como DJ (1979), Boys Keep Swinging (1979), LeT's Dance (1983) e The Hearts Filthy Lesson (1995).

Desde 2006, quando o artista anunciou que assumiria um ano sabático, sua ausência prolongada foi das mais sentidas na indústria musical, a qual é quebrada ocasionalmente por alguma ou outra pontual colaboração, como sua participação no álbum de covers de Tom Waits que a atriz Scarlett Johansson lançou em 2008

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