Experimentalismo e discurso nos shows de Birck e Instituto

Dois grupos brasileiros de estilos diametralmente opostos, mas igualmente interessados no experimental, abriram a noite nos palcos principais do TIM Festival 2006, no Rio de Janeiro.No palco Lab quase vazio, à meia-noite, o gaúcho Marcelo Birck, ex-Graforréia Xilarmônica, com um quarteto de excêntricos, apresentou uma espécie de retrospectiva da própria carreira, seja em bandas anteriores como em um disco solo de 2000, do qual retirou a beatleniana Iê Iê Iê do Oiapoque ao Chuí. Birck chegou a brincar com um conterrâneo, o gaúcho Menezes, que integrava o público modesto de seu show. "Não resisti à curiosidade: você veio de Porto Alegre de avião ou de ônibus?".Já no palco principal, a noite eletrônica foi aberta pelo grupo paulistano Instituto, encabeçado pelos MCs Marcus Vinicius Silva e Roberto Leite. Conhecido da cena de São Paulo, o Instituto mistura hip hop com dub, samba e música brasileira. Apesar do entusiasmo dos integrantes da banda, o show estava um tanto morno, e os vocais ininteligíveis, a não ser quando o sotaque paulistano aparecia ruidosamente em canções como Nuntoindendendu ou Temos que Lutar.Entre as principais atrações da noite, o DJ Shadow prometia um set de 10 músicas, começando com Building Steam e encerrando com Triplicate. No meio de tudo, alguns dos seus maiores hits, como Six Days. Shadow entraria logo após o Instituto, e ao trio nova-iorquino de hip hop Beastie Boys caberia encerrar a jornada.

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