Exército de Michael Jackson sai em sua defesa

A rede de TV americana Fox serviu de plataforma para tentativa de defesa de Michael Jackson. A emissora pagou US$ 5 milhões pelas imagens feitas pela câmera do pop star enquanto o jornalista inglês Martin Bashir fazia duas de suas polêmicas entrevistas (usadas no especial Living With Michael Jackson). Apesar de dizer que o cantor não teve "nenhum controle editorial", o programa foi formatado para ser uma óbvia visão simpática do mundo de Jackson.A ex-mulher dele, Debbie Rowe, aparece dizendo que foi ela que sugeriu que as crianças só aparecessem em público com os rostos cobertos. Ela também afirmou que, se Jackson quisesse, ela teria "outros cinco filhos" com ele. Sobre a relação dela com as crianças, Rowe afirmou: "Eles estão onde deviam estar, com o pai."A maquiadora Karen Faye, responsável pelo look à la drag queen de Jackson há 20 anos, explicou que o embranquecimento dele é conseqüência do vitiligo. "No início, começamos a cobrir as manchas mais claras com maquiagem escura, mas depois, as áreas afetadas foram tomando conta de todo o corpo e passamos a fazer o contrário", disse ela.Parte da família Jackson também apareceu para ajudar: o irmão mais velho, Jermaine, disse que a imprensa tem de "deixar Michael em paz", enquanto o pai, Joe, garantiu que nunca "espancou" os filhos, apenas "aplicou a disciplina comum da época".O programa também atacou a "opinião dupla" de Bashir. O jornalista, que no programa original afirma ter ficado "perturbado" com a relação de Michael com os filhos, é mostrado fazendo elogios nos bastidores. "Tenho vontade de chorar quando vejo vocês juntos", diz ele. Em uma clara tentativa de conquistar o entrevistado, Bashir diz, nos intervalos da entrevista oficial, que o rancho de Neverland é "um lugar espiritual".

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