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'Exagerado', disco emblemático de Cazuza, completa 30 anos

Primeiro álbum solo do compositor marcou sua carreira

João Paulo Carvalho, O Estado de S. Paulo

05 Julho 2015 | 02h00

O momento era delicado. Depois de quatro anos à frente do Barão Vermelho, Cazuza decidiu deixar a banda em 1985 para ter maior liberdade de composição. Em agosto daquele mesmo ano, o cantor e compositor foi internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, no Rio de Janeiro, para tratar uma pneumonia. Em novembro, Exagerado, primeiro trabalho solo de Cazuza, chegou às lojas, trazendo a faixa-título Exagerado (escrita em parceria com Ezequiel Neves e Leoni), Mal Nenhum e Codinome Beija-Flor, esta última composta enquanto ele estava no hospital, onde beija-flores apareciam na sua janela.

As emblemáticas Boa Vida, Só as Mães São Felizes, Rock da Descerebração e Balada de Um Vagabundo também se destacam e complementam o disco que foi o divisor de águas na carreira solo de Cazuza. Foi a partir dali que ele se desligou definitivamente do Barão Vermelho.

Os 30 anos da música estão sendo comemorados com o lançamento de Exagerado 3.0, uma nova versão criada por intermédio do processo de 're-colour', que coloca uma nova roupagem na música mantendo sua essência e a voz original de Cazuza. Exagerado 3.0 tem produção musical, baixo e violões de Liminha, bateria a cargo de João Barone (Paralamas do Sucesso) e guitarras de Dado Villa Lobos (Legião Urbana).

 

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