Ex-mulher disse considerar Jackson um sociopata

Um investigador depôs hoje no julgamento de Michael Jackson e disse que a ex-mulher do cantor, a enfermeira Deborah Rowe, descreveu o astro pop como um sociopata e que eles tinham um plano de sempre falar bem de seu relacionamento em público.O promotor Tom Sneddon disse ao juiz Rodney S. Melville que havia chamado o sargento Steve Robel para testemunhar para desmentir o depoimento de Debbie. Na semana passada, a mãe dos dois filhos mais velhos de Jackson surpreendeu a promotoria ao falar bem do cantor em seu depoimento, descrevendo-o como um ótimo pai, pessoa generosa e vítima de "predadores oportunistas". Robel testemunhou ter entrevistado Debbie no ano passado e que ela disse-lhe que suas declarações no vídeo de fevereiro de 2003 não eram verdadeiras. No vídeo, feito pelos funcionários de Jackson, ela exaltou o cantor e suas qualidades como pai. Robel disse que Debbie expressou preocupação sobre Jackson como pai."Ela se referiu ao Michael como sociopata e seus filhos como posse dele", disse Robel. Ele ainda contou que Debbie revelou que tinha uma plano com Jackson para depois do divórcio, em 1999. Robel disse que a idéia do plano era "falar bem sobre o senhor Jackson" depois do divórcio em declarações públicas. Debbie disse que tais declarações eram falsas, disse Robel, cujo depoimento foi apresentando no momento em que a acusação se prepara para encerrar sua parte no julgamento.A promotoria também apresentou provas hoje de que Jackson se referiu ao vinho como "suco de Jesus", a mesma frase usada pelo garoto que o acusa ao descrever as vezes em que o astro deu-lhe bebidas. O detetive Craig Bonner disse ter visto Jackson usar a frase em uma entrevista com o jornalista Martin Bashir, que produziu o documentário Vivendo com Michael Jackson, em que o cantor revela que gosta de dormir com crianças. O trecho citado não aparece na edição final do vídeo."A frase de Michael Jackson foi ´você não tem um pouco do suco de Jesus, um pouco de vinho´", disse Bonner. O juiz negou um pedido da defesa para mostrar a cena dentro do contexto.A acusação mostrou mais arquivos telefônicos para comprovar a conspiração que o cantor teria armado para manter a família do acusador longe das atenções da mídia, mostrando várias ligações telefônicas entre os funcionários de Jackson na época em que o documentário de Bashir foi exibido. Os promotores afirmam que os funcionários mais próximos de Jackson estavam armando um plano para mandar a família para o Brasil.

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