Kim Hong-Ji/ Reuters
Kim Hong-Ji/ Reuters

Ex-membros da banda de K-pop FT Island são condenados por estupro

Choi Jong-hoon e Jung Joon-young receberam penas de 5 e 6 anos de prisão, respectivamente

Redação, Reuters

29 de novembro de 2019 | 03h04

Um tribunal sul-coreano condenou nesta sexta-feira, 29, o músico de K-pop Jung Joon-young a seis anos de prisão por estuprar uma mulher e distribuir um vídeo do ato em um caso que chamou a atenção para o lado sombrio da lucrativa indústria de entretenimento do país. 

Além de Jung, Choi Jong-hoon, outro ex-membro da boy band sul-coreana FT Island, também foi condenado pelo crime. Ambos eram membros de grupos de bate-papo on-line que compartilhavam vídeos sexuais gravados sem consentimento e faziam piadas sobre drogar e estuprar mulheres, disse o Tribunal Distrital Central de Seul.

A condenação de Jung também inclui a distribuição ilegal de outros vídeos que ele gravou sem consentimento enquanto fazia sexo com outras mulheres. As identidades das vítimas foram suprimidas para proteger sua privacidade. O tribunal também condenou cada homem a 80 horas de educação em "tratamento de violência sexual".

 "Os réus são celebridades e amigos conhecidos, mas o bate-papo que eles participavam mostrou que eles consideravam as mulheres como objetos de prazer sexual e cometeram crimes extremamente graves", disse o juiz Kang Seong-soo ao entregar o veredito. "A punição estrita é inevitável, pois o dano infligido não foi adequadamente recuperado e as vítimas exigem penas severas".

Jung admitiu ter distribuído o vídeo e outros que ele gravou, apesar de argumentar que o sexo era, em todos os casos, consensual. Choi negou ter estuprado a mulher e argumentou que ele não se lembrava de fazer sexo com ela e que, se o tivesse feito, era 'provavelmente' consensual. Os advogados de Jung e Choi não comentaram a decisão.

O é mais um dos vários escândalos envolvendo crimes sexuais e outras atividades ilegais que revelam o lado sombrio de uma indústria no centro da mania global do K-pop. Lee Seung-hyun, ex-membro do grupo de K-pop Big Bang, mais conhecido pelo nome artístico Seungri, também está sendo julgado por acusações de ter pagado por prostitutas para empresários estrangeiros para aumentar o investimento em seus negócios.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.