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Ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr não vive de passado

Músico inglês está lançando segundo álbum solo, 'Playland'

Jill Lawless, AP

28 de outubro de 2014 | 11h04

LONDRES - O ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr, acabou de lançar seu segundo álbum solo, chamado Playland, após o elogiado The Messenger, de 2013. Ambos, o guitar rock robusto e rico, bem ao estilo de Marr.

Desde que os Smiths se separaram em 1987, com Marr, então com 23 anos, já como um herói da guitarra, ele trabalhou com o eletrônico The The, se juntou ao grupo pós-punk Eletronic, liderou Johnny Marr and the Healers. Além disso, colaborou com a banda indie rock Modest Mouse e contribuiu nas trilhas dos filmes A Origem e O Espetacular Homem-Aranha 2.

Marr raramente parece descansar, muito menos repousar nas suas glórias.

“A ideia de um músico sentado ao redor de uma garrafa de vinho ouvindo suas músicas velhas parece realmente um trágico desperdício de tempo para mim”, afirmou Marr por telefone, durante uma parada na sua turnê pela Grã-Bretanha.

Com seus dois discos solo, “eu me sinto como se tivesse resolvido o que queria fazer”. Ele diz que seus objetivos “são surpreendemente simples e óbvios. São coisas como querer ter a melhor banda ao vivo por perto”.

Para isso, ele está mantendo um ritmo acelerado de apresentações, incluindo cerca de 30 datas marcadas nos Estados Unidos e Canadá a partir do dia 9 de novembro.

Marr, 50, sabe que ele nunca vai escapar da sombra do The Smiths, a banda da década de 80 de Manchester que uniu a guitarra irregular com letras sarcástico-poéticas do cantor Morrisey no som definidor para introvertidos amantes do indie pelo mundo.

De curta duração mas muito admirada, a banda está entre as 15 nomeadas deste ano para o Hall da Fama do Rock and Roll, embora Marr descarte a ideia de uma reunião entre os membros do Smiths. Em outras palavras, não prenda sua respiração.

“Eu não consigo ver isso como uma situação séria”, afirmou Marr sobre o Hall da Fama. 

Embora seja mais conhecido como colaborador, Marr disse que se tornar um líder não foi um grande salto. Segundo o próprio, ele é um otimista. “Eu sempre senti que há uma canção muito boa logo depois da esquina”.

Ele não tem nenhum negócio com rockeiros de idade que lamentam o declínio música pop. Marr cita uma lista de bandas jovens que o impressionam, como Palma Violets, Childhood, Menace Beach e Mimicking Birds.

“Eu acho brega e um pouco arrogante achar que seu tempo foi melhor”, afirmou Marr. “Eu conheço pessoas que cresceram na década de 60 e eles costumam me lembrar que não eram todos Small Faces, Kinks e Beatles. Sempre teve porcaria corporativa em qualquer lugar”.

“Existe essa ideia de que isso é tudo que existe agora, mas sempre haverá jovens que estão fazendo música boa”.

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