Ex-governanta critica comportamento de Jackson

Uma ex-governanta do rancho Neverland de Michael Jackson testemunhou nesta quinta-feira durante o julgamento do cantor, acusado de molestar sexualmente um garoto de 13 anos, que ele mantinha amizade íntima com vários garotos com idades entre 10 e 14 anos e que ela viu crianças aparentemente bêbadas na casa do cantor.Kiki Fournier também disse que as crianças que ficavam em Neverland de alguns dias a alguns meses ficavam algumas vezes no quarto de Jackson, que não as supervisionava e permitia que elas ficassem acordadas até tarde, comessem doces, assistissem à televisão e brincassem. "Elas faziam guerras com doces no cinema", ela disse, descrevendo como ela apelidou Neverland de "A Ilha do Prazer de Pinóquio". "Às vezes os meninos ficavam muito bagunceiros. Ele os deixava fazerem o que quisessem". O acusador de Jackson e o irmão dele estão entre as crianças que ficaram mais trabalhosas com o passar do tempo em que estavam em Neverland, disse Kiki. Ela disse que, inicialmente, o acusador era muito educado mas que logo percebeu que o quarto que ele dividia com o irmão ficava cada vez mais sujo.Quando o promotor Gordon Auchincloss perguntou se ela alguma vez percebeu que as crianças estavam embebedadas, Kiki disse: "Eu não posso assegurar quantas vezes, mas eu vi algumas". A testemunha disse terem sido cerca de três ou quatro vezes. Ela disse que uma vez serviu o jantar para Jackson e cerca de quatro crianças, três dos quais aparentavam estarem bêbados. Ela disse que logo depois parou de trabalhar em Neverland, em setembro de 2003, mas não disse o porquê.Ela também disse que entre as crianças que se hospedaram no rancho estão o ator Macaulay Culkin e Frank Cascio, que se tornou funcionário de Jackson quando cresceu e foi indiciado pela acusação como um dos conspiradores do caso.Também hoje, Fritz Coleman, homem do tempo e comediante em Los Angeles, testemunhou que era amigo da família do acusador e que os ajudou a conseguir dinheiro, mas que eles nunca haviam pedido. A defesa sugere que ele foi enganado pela família, que disse precisar de dinheiro para despesas médicas, mesmo tendo plano de saúde. Mas Coleman testemunhou hoje pela acusação e disse que o acusador, o irmão e a irmã dele eram "agradáveis, educados e carismáticos". Ele os teria conhecido em 1999. Coleman disse que ele e um amigo compraram presentes de Natal para a família. "Eu fiquei com a sensação de que seria o único Natal deles", ele disse, descrevendo como ele conheceu o apartamento de um cômodo em que eles moravam em Los Angeles.Depois, ele disse ter ficado sabendo que o menino mais velho estava com câncer e o visitou no hospital. "Ele estava pálido, era um dos piores momentos do diagnóstico, em que a família não sabia se ele ia conseguir. Foi muito difícil de ver", disse Coleman, que participou de campanhas para arrecadar dinheiro para a família.Quando questionado pela defesa, Coleman disse que não sabia que a família havia feito um acordo de US$ 100 mil em um processo contra a J.C.Penney e que a mãe havia dito à polícia que ele a ajudaria no processo contra o marido, a quem acusava de agressão.

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