Divulgação
Divulgação

Ex-Cream, veterano Jack Bruce faz show em SP

Colega de Eric Clapton na célebre banda, o baixista diz estar curtindo agora uma fase mais tranquila

JOÃO FERNANDO,

23 Outubro 2012 | 20h51

Baixista da lendária banda Cream nos anos 1960, ao lado do guitarrista Eric Clapton e do baterista Ginger Baker, o escocês Jack Bruce, hoje com 69 anos, agora só gosta de agitação em cima do palco. "Prefiro ficar na minha casa, tocando meus instrumentos e cuidando dos meus cavalos", confessa Bruce, que se apresenta nesta quarta-feira, 23, no Teatro Bradesco, às 21h.

Apesar de preferir ficar quieto no seu canto, numa casa no meio do mato, ao norte de Londres, o músico vai, com frequência, aos EUA e ao Japão, onde tem amigos. "Até falo um pouquinho de japonês", gaba-se. "Não sei por que até hoje não fui ao Brasil. Essa é uma boa pergunta", conta ele ao JT, em uma conversa por telefone direto da Inglaterra. Com simpatia pelo País, Bruce diz que conhece pouco da música daqui. "Você vai ter de me dizer o que há de bom por aí agora. Conheço um pouco de Villa-Lobos e Tom Jobim. Eles são um presente para o mundo."

Em seu show em São Paulo, o baixista diz que hits do Cream, como Sunshine of Your Love, estarão no repertório. "Também tocarei músicas da minha carreira solo." Ele garante que os fãs não pegam no pé dele por ter dado fim à banca dois anos após a fundação, em 1966. "Isso foi há muito tempo. Já nos reunimos em shows", minimiza ele, que, em 2005, fez uma turnê com os antigos companheiros e registrou tudo em CD e DVD. De riso fácil, ele volta a ser menino quando questionado sobre a relação com Eric Clapton. "Nós moramos na mesma casa. Brincadeira... Eu quase não o vejo, porque somos muito ocupados."

Jack Bruce nunca parou quieto em grupos musicais. Com uma lista de parceiros que inclui nomes como Frank Zappa (1940-1993), ele já declinou um convite para tocar na banda de Marvin Gaye (1939-1984). "Eu queria me casar, não dava, era muito complicado. Não me arrependo de nada", afirma.

Quando não está fazendo shows pelo mundo, o músico faz novas composições em casa, com os filhos. "Um deles é um ótimo baterista, o outro, pianista. Minha filha é cantora, faz uns reggaes." Bruce também costuma dar uma forcinha a músicos iniciantes. "Às vezes, toco músicas com os jovens para ajudá-los", conta ele, que costuma receber CDs e até visitas de desconhecidos, que batem à sua porta para mostrar seus trabalhos. Com um título honorário de doutor da Glasgow Caledonian University, ele afirma, no entanto, que não tem vontade de dar aulas. "Não sou bom professor, não tenho paciência."

Após o lançamento de uma biografia, Jack Bruce foi tema de um documentário da BBC da Escócia, exibido neste ano. "A biografia é sobre a música e com quem toquei. O documentário foi para tentar mostrar o que penso, mas isso ninguém nunca vai saber", brinca. Entretanto, ele jura não estar tão preocupado em um registro de sua vida. "Não tenho obsessão por essa história de legado. Só quero que as pessoas relembrem os meus acordes."

Jack Bruce

Nesta quarta-feira, 23, às 21h.

Teatro Bradesco. Rua Turiassu, 2.100 (3.° piso do Shopping Bourbon), Perdizes.

4003-1212.

Ingressos: R$ 100 a R$ 250.

 
Mais conteúdo sobre:
Jack Bruce

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.