Andre Lessa/AE
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'Eu não sei ser rei, eu só sei cantar', diz Roberto Carlos

Cantor comemora 50 anos de carreira com nova turnê e primeiro show em sua cidade natal, no Espírito Santo

Jotabê Medeiros, de O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2009 | 18h09

O jatinho de Roberto Carlos chegou ao Aeroporto Municipal Raimundo de Andrade às 17 horas, e cerca de 500 pessoas já o esperavam havia três horas em festa, espremidas entre grades, vidros e arames farpados. O cantor comemora 50 anos de sua carreira com primeiro show de nova turnê em sua cidade natal Cachoeiro do Itapemirim, no Espirito Santo.

 

Cerca de 90 profissionais da imprensa estavam no local, e a agitação chegou às raias da histeria. Fãs estouraram um cano de instalação hidráulica nos fundos do aeroporto para beber água, e agitavam faixas e cartazes. Vinham de diversos lugares do País.

 

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"Eu não sei ser rei, eu só sei cantar", disse Roberto Carlos numa tumultuada coletiva de imprensa improvisada no saguão do pequeno aeroporto. Segundo o cantor, é um caso "muito sério de amor" o que o une aos fãs de todo o País e prometeu que essa não será, de jeito nenhum, sua última apresentação na terra natal. Segundo Roberto, o segredo da longevidade de sua carreira é o fato de que ele tem o mesmo sentimento do povo, e compreende suas predileções.

 

Vestida com um quepe de capitão de navio, segurando uma faixa na qual declarava sua paixão pelo cantor, a advogada Adnélia Santos veio do Rio de Janeiro na sexta-feira para ver o ídolo. Tinha rosas tatuadas no braço e, "num lugar que não posso mostrar", as iniciais do nome do cantor. Ela viu 75 shows do cantor ao longo da carreira, e tem fotos e ingressos para provar seu feito. "Não sou louca, apenas vou aonde o amor está", afirmou.

 

Fãs cercam carro do cantor e se espremem em porta de vidro para vê-lo. Foto: André Lessa/AE

 

Fábio Freitas, de 57 anos, ganha a vida como clone profissional do cantor, e agitou Cachoeiro nos últimos dias andando de calhambeque pela cidade. Canta músicas do 'Rei' e se gaba de ter ganhado um tapinha nas costas do próprio. Exibicionistas se misturavam aos fãs. Um exibia um cartaz onde dizia: "Roberto, coleciono fotos. Me deixe tirar uma com você".

Um humorista do programa de TV Pânico conseguiu se "infiltrar" entre os jornalistas credenciados e deixou a produção do show furiosa. Roberto exibia um cabelo mais curto do que o habitual, estava todo de azul, jeans e camiseta e sapatos brancos. Abraçou muita gente e deu entrevistas para três equipes diferentes da TV Globo. Depois, saiu do aeroporto num carro no qual seguiu também seu empresário, Dody Sirena.

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