Esvaziado, segundo dia do Motomix tem pouquíssimo público

Cerca de 800 pessoas estavam no domingo, no momento do terceiro show da noite, no Motomix Art Music Festival, no Espaço das Américas. O lugar comporta até 10 mil pessoas. Segundo a organização, 7,7 mil pessoas foram à Barra Funda na primeira noite, no sábado, dos 8 mil ingressos vendidos - em tese, apenas 300 pessoas que compraram ingresso não teriam ido ao festival. A quarta edição do festival enfrentou uma série de contratempos desde o início da semana, quando a Prefeitura de São Paulo resolveu vetar a utilização de uma tenda externa para os sete shows de música eletrônica previstos. A administração municipal alegava que não havia alvará para os concertos, o que criava condições de insegurança para os shows. A solução encontrada foi fechar a tenda e fazer a mostra em dois dias distintos - os shows de maior apelo de público ficaram concentrados no sábado. No domingo, os portões abriram às 14 horas (segundo a organização, a liminar que permitia a realização do Motomix só valeria até a meia-noite, o que tornava imperioso começar cedo). Mas, às 15h30, quando começou a apresentação da dupla alemã Schneider TM, não havia mais do que 60 pessoas na pista. Uma pena, porque a balada estava bem boa. A assistente social Patrícia Ferraz e o analista de sistemas Freddy Souza eram dos poucos baladeiros que acordaram "cedo" para curtir o segundo dia improvisado do Motomix. Eles tinham ido pra casa às 4 horas da madrugada anterior logo depois do show do Franz Ferdinand, um pouco frustrados porque perderam o show da cantora norueguesa Annie. Com a mudança na programação, eles não sabiam que a loira seria a primeira atração de sábado, depois do projeto do Motomix. Às 16h15, depois de um intervalo de apenas cinco minutos entrou o DJ Andrew Weatherall, do Reino Unido. O Espaço das Américas ainda estava bem vazio mas quem estava lá, estava se mexendo. Lelo Ramos, sócio do Piolla, a pizzaria responsável pelos bares e a cozinha do evento, disse que no sábado toda a equipe de 93 pessoas que estavam escaladas compareceu, apesar da diminuição do público. Já ontem, havia apenas 47 funcionários. Às 18h30, quem tocava era a dupla de produtores britânicos Swayzak. Formado pela dupla David ?Brun? Brown e James Taylor, o grupo usa uma batida quebrada eletrônica, com pulsão de baixo, e Brown toca bateria real, enquanto ambos manejam seus laptops. O efeito, embora não seja novo (a formação é bastante conhecida na música inglesa) causa alguns pontos de abalo na escala Richter. O público gostou. Em seguida, se apresentariam o produtor Isolée, o baixista Peter Hook (um dos criadores dos grupos Joy Division e New Order), o duo Adult., de Detroit (Estados Unidos) e os ingleses Adam Freeland e Andrew Weatherall. Colaborou Jotabê Medeiros

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