Ramalhete
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Colunista
Roberta Martinelli
Som a pino
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‘Estamos nesse Trem...’

O fim do ano se aproxima. Tá quase chegando. Semana que vem já é outubro. Sei que ainda temos dois meses e que serão bem intensos com eleições e definições fortes sobre o nosso país (e torço muito por nós), mas sinto o cheiro da virada do ano, quando começam as premiações. Já escrevi antes nessa coluna que não sou a favor de competição em artes, é tão difícil julgar o melhor artista, os melhores do ano, mas ao mesmo tempo participo de vários. Levo na esportiva, na brincadeira. 

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2018 | 06h00

Melhor mesmo seria mais espaço para as artes em geral, mais público e menos preconceitos. Quando esse dia chegar serei a primeira a criar um prêmio. No creo em los prêmios, pero que los hay....

MULTISHOW

Dito isso, hoje é dia de Prêmio Multishow – um prêmio que acontece há 25 anos e tenta unir o mainstream mais mainstream da música com o chamado mundo independente (evidentemente, o purismo não cabe nesse caso, temos algumas intersecções nos dois mundos). O Superjúri é composto por dez pessoas do júri especializado que, enquanto o grande público vota em Gusttavo Lima, Luan Santana, Kevinho, Naiara Azevedo, Marília Mendonça, o júri escolhe entre Anelis Assumpção. Ava Rocha, Elza Soares, Luedji Luna, Maria Beraldo. E quando o superjúri (que fica ao vivo no Canal Bis) desce para o local onde está acontecendo a premiação para anunciar os escolhidos, a plateia fica com cara de ponto interrogação. Acho importante, depois de participar alguns anos do prêmio, tentar juntar mais esses dois mundos. Acho lindo Mahmundi, Cidadão Instigado, Rincon Sapiência, subirem no palco no meio de um mainstream tão forte, mas acharia bonito mesmo se eles tivessem a oportunidade de mostrar a música lá, de repente um dueto com Jorge & Mateus, Rouge, Sorriso Maroto – aí veríamos o real significado da palavra música. Enquanto não acontece, vou tentando e torcendo e votando e reafirmando que não existe melhor em arte. São os nossos destaques. E viva a música.  

 

SCANDURRA

Tempo é prêmio. Nesse eu acredito. Ano que vem, 2019, o primeiro disco solo de Edgard Scandurra, Amigos Invisíveis, completa 30 anos. O disco foi todo gravado por Scandurra com algumas participações de Taciana Barros. Tem show de comemoração na sexta agora, 28 de setembro, no Sesc Pompeia, 21h30 com Edgard, Taciana, o guitarrista Fabio Golfetti, da banda Violeta de Outono (que estava na banda na época do lançamento), Rodrigo Saldanha na bateria e o filho de Taciana e Edgard, Daniel Scandurra, que na época do lançamento do disco era recém-nascido e ganhou nesse álbum uma música chamada Bem-Vindo, Daniel e 30 anos depois está na banda. Tempo é prêmio e arte resiste.  

 

LINIKER E LETRUX

Prêmio pra gente é esse lindo encontro da Liniker com Letrux no Sesc Consolação, nesta terça, dia 27 de setembro, às 20h, no projeto Aqueles Dois, no qual elas interpretam contos de Caio Fernando Abreu. Não sei o que vai ser, mas sinto que tenho que estar lá para conferir. Vamos? 

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