Benoit Tessier/ Reuters
Benoit Tessier/ Reuters

Era covid-19: Filarmônica de Paris toca Strauss em sala vazia

'É como um retorno à vida', disse o violinista Renaud Capuçon sobre sua performance

Yiming Woo, Reuters

29 de maio de 2020 | 09h36

Renaud Capuçon, um violinista francês acostumado a tocar para mais de 2 mil pessoas, se apresentou nesta quinta-feira diante de um auditório completamente vazio, mas afirmou que a experiência não foi pior por conta disso. 

“É como um retorno à vida”, disse o músico sobre sua performance, sua primeira no auditório da Filarmônica de Paris desde que a epidemia de covid-19 forçou o cancelamento de todos os concertos em março. 

“Estamos todos muito contentes em poder tocar novamente após o longo período quando tudo estava fechado. É um verdadeiro renascimento”, afirmou. 

Capuçon e sua orquestra de cordas de 23 pessoas executaram a peça Metamorphosen, do compositor alemão Richard Strauss

O auditório, que pode acomodar até 2.400 pessoas, estava vazio, a não ser por dois membros da equipe que usavam máscaras cirúrgicas — cumprindo a ordem do governo francês que proíbe aglomerações e que ainda está em vigência mesmo com o afrouxamento de outras restrições. 

Os membros da orquestra não precisaram usar máscaras, mas tiveram de se sentar a pelo menos um metro de distância um do outro no palco. 

O público era virtual: pessoas assistiram e ouviram de casa, via transmissão ao vivo pelo website do auditório. 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.