Encontro de Daft Punk, Pharrell Williams e Stevie Wonder pode ser 'o' momento do Grammy

A colaboração desse time será na música 'Get Lucky', que disputa os prêmios de Gravação do Ano e Melhor Performance de Duo ou Grupo

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

23 Janeiro 2014 | 03h00

A junção da dance eletrônica de ponta do duo francês Daft Punk com dois inventores da dance music (Nile Rodgers e Stevie Wonder) e mais um postulante da nova geração do hip-hop (Pharrell Williams) pode vir a ser “o” momento musical da noite dos Grammys. O encontro dos autômatos com os poetas. A colaboração desse time na música Get Lucky, originalmente do Daft Punk (está no disco Random Access Memories) com os convidados Rodgers e Pharrell, vai ser coroado com o toque de Midas de Stevie Wonder, artesão do funk e do soul. A canção disputa dois Grammys (Gravação do Ano e Melhor Performance de Duo ou Grupo).

 

 

O visual robótico do Daft Punk e a old school de disco music de Nile Rodgers (Stevie Wonder também foi fundamental como o originador dos beats que todos usam) vai ser um acontecimento. O single ficou no Top 10 de 32 países e vendeu mais de 7 milhões de cópias após seu lançamento, em setembro.

Em novembro, Stevie Wonder disse ao Estado: “É fantástico que tenhamos a capacidade de colaborar com outros artistas, isso nos dá uma boa experiência. Quando eu era mais jovem, minha mãe me pôs em contato com a música de Bing Crosby, e mais tarde eu tive a sorte de contar com a ajuda de Smokey Robinson e Herbie Hancock e todos esses artistas me ajudaram a formar minha música, assim como o encontro com gente como Babyface. É muito bom ter a oportunidade de crescer com diferentes artistas”.

Como vai funcionar com Stevie Wonder é o enigma-chave da noitada: ele é o autor de um dos mais influentes álbuns da música pop, Songs in the Key of Life, de 1976, que influenciou toda a moderna música negra com seus arranjos e batidas. Isso já vinha desde anos antes, com canções como Superstition (1975), base de toda música para dançar que viria depois.

Nile Rodgers (e o Chic, combo dançante histórico) veio a seguir, e seu visionarismo também ajudou a tingir todo o céu da black music: é dele, por exemplo, o grande single de Diana Ross, I’m Coming Out, lançado por ela em 1980. Ele também influenciou um dos maiores sucessos do Daft Punk, Around the World, que os projetou mundialmente.

No recém-lançado documentário sobre produção musical What Difference Does It Make? (que terá lançamento mundial e gratuito na internet dia 18 de fevereiro), o mágico da produção Nile Rodgers diz, sobre seu sentimento de estar no meio do turbilhão da música: “(A música) me põe num lugar de humildade e ao mesmo tempo numa posição de poder, o que é incrível por conter essa contradição. Trata de rendição e de modéstia, mas você quer ser poderoso e forte”.

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