Empresário brasileiro entra com ação criminal contra U2

Franco Bruni ganhou US$ 1 milhão em ação por danos morais; em 2000, a banda irlandesa acusou o produtor de ter dado calote em parte do cachê

Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo,

15 Abril 2011 | 18h49

O empresário Franco Bruni (o mesmo que ganhou US$ 1 milhão numa ação contra o U2, em março, por danos morais, processo que corria desde 1998) voltou à carga. Após entrevista do advogado da banda, Gilberto Giusti, ao Caderno 2/Música, do Estado, no dia 4 de abril, o empresário se sentiu de novo atingido e na última segunda-feira, 11 de abril, entrou com uma interpelação criminal no Fórum Central Criminal de São Paulo em desfavor de Paul Hewson (Bono, vocalista do U2), Larry Mullen Jr (baterista da banda) e o advogado Gilberto Giusti. A ação foi registrada sob o número 050.11.029965-5.

 

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Segundo Franco Bruni, a ação criminal foi ajuizada "com a finalidade de ver esclarecidas as declarações proferidas ao jornal", declarações estas que, segundo ele, seriam "contrárias à decisão judicial decretada em 18 de Janeiro de 2011, pelo Juízo de Direito da 3ª Vara Cível da Comarca de Balneário Camboriú-SC, e, por via de consequência, contra minha honra".

 

A ação criminal pleiteada por Bruni foi deferida por juíza do Fórum, embasada pelo parecer de um representante do Ministério Público, e determinou que fossem citados os réus para que se defendam no prazo de cinco dias, sendo que todos já foram devidamente citados desta medida criminal no dia 11 de abril de 2011.

 

História. Bruni contratou o grupo U2 em 1998 para fazer sua primeira excursão pelo Brasil. O grupo tocou no Rio de Janeiro (autódromo) e em São Paulo (dois shows no Morumbi) na época. Em 2000, a banda voltou ao País e, numa entrevista ao jornal O Globo, disse que Bruni tinha dado calote em parte do seu cachê. Pela acusação, o grupo foi condenado na 3ª Vara da Justiça de Balneário Camboriú e recorre da decisão. A banda é representada no Brasil pelo escritório Pinheiro Neto Advogados.

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