Eduardo Nicolau/ Estadão
Eduardo Nicolau/ Estadão

EMI ganha novo round em briga com João Gilberto

Juiz do Rio julga improcedentes pedidos formulados por compositor na ação em que pretende ficar com as masters

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2014 | 18h08

Mais uma reviravolta jurídica no caso João Gilberto versus gravadora EMI. Em nova decisão tomada hoje (segunda), a vitória desta vez é da gravadora multinacional, que briga para ter de volta a guarda das fitas másteres dos discos Chega de Saudade; O Amor, o Sorriso e a Flor e João Gilberto, além de um compacto com as músicas do filme Orfeu do Carnaval, todos gravados no final da década de 50 e início de 60. O juiz titular da 2ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Dr. Sergio Wajzenberg, julgou improcedentes os pedidos formulados por João Gilberto na ação em que pretende ficar com as masters. A sentença reconhece agora, ao contrário de decisão anterior tomada no ano passado, que a dona das gravações é a EMI.

No último episódio da disputa travada há mais de duas décadas, a Justiça havia determinado, a pedido de João, que os másteres que já estavam em seu poder (depois de a Justiça determinar assim) passassem por uma análise técnica para determinar se as gravações estavam ou não em péssimas condições, como alegava João. O produtor Marco Mazzola fez a análise e julgou que o material estava em bom estado.

João conseguiu a guarda das fitas depois de garantir também que elas seriam guardadas por uma empresa especializada. O trabalho de preservação foi feito pela empresa Recall, com a mesma qualidade e especificação da empresa contratada pela EMI.

 

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