Cauê Andruskevicius/Espaço das Américas
Cauê Andruskevicius/Espaço das Américas

Em show repleto de 'good vibes', público surfa na onda de Jack Johnson em São Paulo

Músico do Havaí volta à capital paulista com disco novo e faz apresentação intimista no Espaço das Américas

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2017 | 01h25

SÃO PAULO - É difícil não relaxar e tentar enxergar o lado bom da vida ao entrar em sintonia com o som de Jack Johnson. As boas energias do músico trazem paz de espírito e complementam uma lacuna até então impreenchível. Os acordes simples, seja do violão ou da guitarra, acalmam a alma da pessoa mais ansiosa. O que se viu e ouviu na noite desta terça-feira, 7, no Espaço das Américas, na zona oeste de São Paulo, foi uma apresentação recheada de esperança e 'good vibes'.

Trajando uma calça jeans surrada e uma camiseta já desbotada, Jack Johnson não precisou de muito para encantar os fãs. Tal simplicidade, inclusive, é o seu maior trunfo para enfeitiçar o público que lotou o local na capital paulista. Segundo a assessoria do Espaço das Américas, 8.000 pessoas assistiram à performance.

Com harmonias não tão rebuscadas, o cantor e compositor nascido e criado no Havaí ganhou pela simpatia e doçura em abundância. Queridinho dos brasileiros, Jack enfileirou hits. Uma a uma, as canções transportaram as pessoas para um lugar que ia muito além de tempo e espaço.

Jack Johnson fez questão de pegar os cartazes da plateia. Agradeceu a todos. Em determinado momento, se atirou no público, que tentava tocar o ídolo por alguns minutos. "Obrigado", dizia ele com um português enrolado.

As músicas do disco mais recente, All The Light Above It Too, lançado em setembro, funcionaram bem. My Mind Is For Sale, primeiro single, que o diga. Mas foram, de fato, os clássicos que fizeram a diferença no show. I Got You, aquela mesma do assobio chiclete, ganhou uma versão na sanfona. Um fã brasileiro foi chamado para cantar com Jack Johnson. Depois dela ainda vieram Upside Down, Sitting, Waiting, Wishing e Times Like These.

Longe dos palcos há 3 anos, quando decidiu dar uma pausa na carreira para ficar um tempo no Havaí com a mulher e os três filhos, Jack Johnson, que também fez show no Rio de Janeiro no último dia 5, sempre fez questão de mostrar sua forte relação com o Brasil. Em entrevista recente ao Estado, afirmou que tem muitos amigos brasileiros no Havaí e que sua família ama o País. Tal conexão ficou clara quando ele tocou Mas Que Nada, clássico de Jorge Ben Jor.

A fofa Better Together deu números finais a uma performance serena e carismática. Você pode até não gostar de Jack Johnson e torcer o nariz para o surfista, rei da praia, amigo de Kelly Slater e defensor do meio ambiente, mas uma coisa é certa: sua música é essencial para os tempos sombrios que vivemos.

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